O Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol defendeu que Nélson Oliveira deveria ter sido expulso no encontro com o Arouca, da 4ª jornada, na sequência da falta cometida sobre um adversário.
Na análise às intervenções do VAR na última jornada, o antigo árbitro Duarte Gomes, agora no Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol afirmou que “neste lance ou não há infração; ou é para vermelho.”
Nos áudios, percebe-se que o VAR Bruno Esteves começa por recomendar ao árbitro Gustavo Correia para analisar o lance e diz-lhe. “Gustavo, a tua visão está certa, mas ele a seguir estica a perna sempre e dobra-lhe a perna toda. Eu vou mostrar-te.” Na resposta, o árbitro argumentou: “Bruno, o jogador chuta claramente a bola, vai pousar o pé onde tem de pousar à frente e eu dei cartão amarelo, isto não é vermelho. Ele chutou claramente a bola. (…) Ele chuta claramente a bola, não tem nada. (…) Eu vou manter a minha decisão, porque ele chuta claramente a bola e a seguir vai pousar o pé onde tem de pousar. Mais nada.”
Na explicação promovida na Sport TV, Duarte Gomes argumentou: “Na nossa opinião o jogador não retrai a perna, mas sim alonga a perna e de dureza. Havendo a perceção do adversário, o jogador nada faz para retrair. Isto é um fator determinante. Acrescido do facto do árbitro, cuja interpretação em campo é perfeitamente legítima, reconhece que há falta. Este lance ou não há infração; ou é para vermelho. Nunca pode ser negligente. Isto é inaceitável com este desenho de gravidade para a integridade do adversário. Ou não considera falta e o contacto é inevitável. Ou considera infração e, sendo infração, é vermelho. Face à consequência do remate, não havendo nada para evitar, estávamos com a decisão que o Bruno Esteves requisitou ao colega. Pode partir claramente [a perna]. Quem joga futebol sabe que é possível retirar o pé.”
Publicado em: 05/09/2025