A Concelhia do Chega de Guimarães confirma que dois dos detidos na operação Irmandade da PJ, por ligação ao grupo extremista 1143 são militantes do partido e encontram-se filiados, mas afastaram-se dos “ideais” e “não têm sequer as cotas pagas”.
“Não desistiram da militância, mas também não têm as cotas pagas. Dizem que nós somos um partido do extremo, mas isso não é verdade. [1143] Não faz parte da nossa política”, disse o presidente da concelhia Nuno Vaz Monteiro, afirmando que conhece os dois envolvidos, mas que quando assumiu a concelhia, em 2023, “reformulou o partido” em Guimarães e que os dois detidos seguiram um caminho oposto.
João Peixoto Branco, de 37 anos, e Rita Castro, de 29 anos, ambos de Guimarães, estão entre os 37 detidos da megaoperação da Polícia Judiciária (PJ) que desmantelou o Grupo 1143, de ideologia neonazi. De resto, os dois já foram candidatos autárquicos do partido Chega em Guimarães.
Ao todo, somaram-se 65 buscas e 37 detenções de norte a sul do país. Os detidos são suspeitos com “vastos antecedentes criminais”. O líder do grupo neonazi 1143, Mário Machado, terá alegadamente dado instruções a partir da prisão.
Publicado em: 21/01/2026