A Direção do Clube Desportivo de Ponte inscreveu uma equipa B nos campeonatos da Associação de Futebol de Braga. A nova formação sub-23 vai disputar a 1ª Divisão na temporada 2026/2027.
Hélder Silva é o treinador eleito para a jovem equipa do Ponte. Vai contar com os adjuntos José Carlos Castro e Jorge Ferreira, numa estrutura em que Filipe Rodrigues desempenhará as tarefas burocráticas.
A criação da equipa B resulta de “uma necessidade” identificada pela Direção de João Araújo. “Desta forma, queremos dar continuidade ao trabalho que temos feito na formação. A nossa Direção criou todos os escalões de formação que o clube não tinha. Quando chegamos, a formação do Ponte terminava nos iniciados. Fomos potenciando todos os escalões até aos juniores e depois da consolidação deste projeto entendemos que era a hora de criar os sub-23”, explicou o dirigente.
Ao avançar com uma jovem equipa na 1ª Divisão da Associação de Futebol de Braga, o Ponte pretende “abrir espaço para os jovens jogadores que saem da nossa formação, mas também de outros clubes vizinhos, que podem não ter acesso imediato à equipa A. Queremos ter uma equipa competitiva, que possa ajudar a encontrar soluções para o plantel principal. Esta equipa pode ser um grande viveiro para evitarmos recrutar tantos jogadores fora de portas. E, além disso, queremos também fazer crescer a identidade do Ponte, algo que se tem vindo a perder.”
João Araújo reconhece que com mais uma equipa as instalações do Clube Desportivo de Ponte “já começam a ficar um pouco curtas” para acolher tão elevado número de jogadores. No entanto, o projeto para ampliação ou deslocalização dos campos de jogos está em standby, tanto mais que o presidente do Ponte projeta ficar apenas mais um ano na presidência do clube. “É certa a nossa saída no final do próximo campeonato. Com 100% de certeza, não serei recandidato à presidência. Não me quero estar a atravessar com projetos de longo prazo quando está definido que será o meu último ano de mandato”, afirmou.
O fim de ciclo de João Araújo prende-se com o “desgaste” que o cargo implica. “Fizemos o trabalho possível dentro das nossas limitações e disponibilidade de tempo. Admito que podia ser melhor, falhamos em alguns aspetos, melhoramos outros. A nossa limitação de tempo não nos deixar ser melhores.” Nos próximos meses, o dirigente compromete-se a “tentar encontrar uma solução.” Mas, ao mesmo tempo, deixa já um desafio. “O clube tem muitos sócios e a comunidade pode encontrar uma solução para a renovação. As pessoas não se devem eternizar no poder, por isso chegou a hora de sair, dar o lugar. Deixamos um cube estável, organizado, com todos os patamares de formação criados.”
Publicado em: 29/07/2026