O Presidente da Câmara assumiu que o edifício do antigo Seminário do Verbo Divino não servirá para acolher uma creche, intenção que foi anunciada pela anterior gestão socialista e que levou o Município a celebrar um contrato de arrendamento de longa duração do imóvel.
Em declarações prestadas no final da reunião do Executivo, Ricardo Araújo adiantou que o edifício será devidamente preparado para acolher os alunos da Escola EB 2, 3 S Santos Simões quando se iniciarem as obras de requalificação daquele estabelecimento de ensino. “Estamos a preparar tudo e adaptar aquele espaço para estarmos em condições de receber os alunos assim que a escola entrar em obras”, sublinhou, ao justificar que o projecto de arquitectura para a requalificação daquela escola sofreu alterações. “Decidi promover a revisão do projecto porque não fazia sentido reabilitar o pavilhão gimnodesportivo sem que o edifício ficasse com as medidas oficiais para as competições desportivas. Íamos investir 16 ou 17 milhões de euros e requalificar uma infraestrutura desportiva que depois não estava preparada para ter competições oficiais. As alterações foram concluídas e vamos fazer a candidatura para financiamento nacional e europeu da obra. Já está programado que a candidatura terá de ser efectuada até final de Junho. Espero que a decisão do financiamento seja positiva e lançaremos a obra a concurso. Espero que se tudo correr, no final deste ano, as obras possam estar iniciadas ou com o procedimento a decorrer”, perspectivou, indicando peremptoriamente a decisão de não instalar no imóvel do antigo seminário uma cheche.
Reconhecendo a necessidade do Município dar resposta à falta de lugares nas creches do Concelho, no seguimento do levantamento exaustivo, Ricardo Araújo revelou que já está definido um plano que permitirá um reforço da oferta a curto prazo. “Com os protocolos que estabelecemos com as entidades que estão no terreno, vamos ser capazes de responder a 50 por cento dessa procura e no próximo ano vamos criar as condições para responder aos restantes 50 por cento”, precisou, ao realçar que o levantamento feito pelo Município permitiu conhecer a realidade concelhia, mantendo-se contactos com as instituições existentes para responder às necessidades, mesmo que tal implique o aumento da sua capacidade. “Se chegarmos à conclusão de que por essa via a oferta não é suficiente para cobrir todas as necessidades, a Câmara vai construir um edifício de raiz”, admitiu o Presidente da Câmara.
“Já sabemos quais são as necessidades, já falamos com as instituições e transmitimos que poderemos ajudar financeiramente, protocolando nesse sentido para aumentar a capacidade”, continuou, ao vincar: “no concelho de Guimarães, não pode haver famílias sem creches ou berçários para os seus filhos. Vamos resolver esse problema no mandato”.
“Não colocamos de parte a possibilidade de ter construir uma solução de raiz, apesar de estar convencido de que não será necessário”, manifestou, indicando que brevemente o Município vai apresentar o resultado do levantamento realizado.
Publicado em: 27/04/2026