A AVE – Associação Vimaranense para a Ecologia manifestou-se apreensiva com algumas práticas de gestão do arvoredo urbano em Guimarães que não respeitam os objectivos e normas do respectivo Regulamento Municipal.
Em comunicado que assinala mais um aniversário do Regime Jurídico de Gestão do Arvoredo Urbano, a AVE lembra a importância das árvores em contexto urbano.
“Os «serviços» que as árvores prestam à ecologia e metabolismo urbanos são cada vez mais reconhecidos e valorizados nas diversas estratégias europeias e nacionais, mas nem sempre o seu valor é devidamente ponderado no seu planeamento e gestão, pesando menos na balança que os constrangimentos que causam, pelo que se apela à sensibilidade ambiental e perspetiva de sustentabilidade que o valor e o ciclo de vida das árvores exigem”, lê-se no referido comunicado.
Quando analisa a situação em Guimarães, a AVE destaca “três práticas que merecem especial atenção: Abates sem a devida comunicação prévia, ou em desrespeito com a antecedência mínima de 10 dias úteis. Podas que não respeitam as orientações técnicas do Guia do ICNF e do Regulamento Municipal, nomeadamente em relação à época, à técnica do corte e à justificação técnica da intervenção e práticas de manutenção dos espaços verdes que mutilam e condenam as jovens árvores a uma vida débil e mais curta.
São apreensões que mereceram pedidos de esclarecimentos à Câmara Municipal e ao Gabinete de Gestão do Arvoredo do Laboratório da Paisagem, salienta a AVE que anuncia que no início do próximo ano, aquando do segundo aniversário do Regulamento Municipal de Gestão do Arvoredo Urbano, irá proceder à avaliação da versão final do documento e fazer um balanço da sua implementação neste período.
Publicado em: 19/08/2026