António Miguel Cardoso defende que o Governo deve manter a data estipulada para a concretização da centralização dos direitos desportivos.
“A minha perspectiva, acho que o Governo deve manter (a data), devia exigir, e não devia dar mais prazo absolutamente nenhum”, disse o presidente do Vitória, na entrevista concedida ao site zerozero. “O meu receio é que se entre no mais um ano, mais dois anos. Esta foi a data, deram cinco ou seis anos se chegar em um acordo. Espero que não seja de outra forma, espero que não seja de outra forma!. Há uma coisa que tenho a certeza, se o Governo for reto e mantiver as prazos como estão, e não tiver receio daquilo que são os adeptos, e aquilo que são as eleições, seja o que for, acho que isto tem tudo para andar para a frente. Caso se comece aqui a dar mais espaço, será um caos”, acrescentou.
Quanto à chave de distribuição das verbas, António Miguel Cardoso defendeu que “quem está a trabalhar sobre os direitos e sobre a distribuição está a trabalhar bem. É a minha opinião. Acho que é importante pensar no futebol como um todo, Liga e Liga 2, os três grandes, o que vem atrás dos três grandes, é verdade. Acho que é possível chegar a um modelo democrático, eu acredito que sim, e acho que já lá chegamos. Agora é preciso que os clubes se envolvam todos.”
“Eu acho que tudo depende do valor em que o futebol português é vendido. O futebol português tem muita qualidade, mas precisa de ter mais espetáculo, mais produto e acho que é preciso trabalhar sobre tudo isso. Quando pensamos de uma forma estrutural e não conjetural, acho que seja o valor 100, 200, 300, 400 ou 500, e acho que para que o valor seja o mais alto, é importante é que exista espetáculo. Depois de chegar a um valor, a forma de distribuição tem de ser sempre a mesma, seja 100, 200 ou 300, e é naquilo que eu me fundamento, de forma estrutural, é qual é o modelo de distribuição. Nesse modelo de distribuição tem tudo o que é a envolvência do clube, que é importante, tem uma parte que tem a ver com o rendimento desportivo, porque é importante, quem fica em 5º tem que receber mais do que quem fica em 7º. Portanto, tem que haver mérito desportivo e tamanho do clube e uma distribuição por todos. Nós estamos sempre a favor, e acredito que o que está a ser feito defenderá da melhor forma o futebol português, sobretudo também a Liga 2”, concluiu.
Publicado em: 06/03/2026