A Universidade do Minho recebe esta semana quase 400 jovens do 9º ao 12º ano de todo o país, distribuídos por 24 actividades em Guimarães e Braga. Um quinto dos inscritos deste «Verão no Campus» é do concelho de Guimarães, valorizando as várias áreas reconhecidas desta academia e a proximidade. Fomos acompanhar alguns alunos no campus e o que perspectivam.
Só na actividade «As letras, as artes e os mundos que nos trazem» há nove jovens. Luana Ribeiro, de Polvoreira, sonha com um futuro nas artes, sobretudo na arquitectura, e destaca o programa previsto da semana, que inclui de línguas a teatro ou filosofia. Já Clara Pereira tinha vindo uma vez ao campus para as Olimpíadas da Química, mas o foco agora é as humanidades, com uma curiosidade particular pela tradução e interpretação.
O colega Daniel Ribeiro, também de Azurém, não faz planos e quer ser “surpreendido”. Nessa tarde, a directora do curso de Humanidades Digitais, Sílvia Araújo, vai falar do ganho profissional de se ser poliglota, até na francofonia, cujas empresas têm crescido cá e pedem também mais trabalho remoto.
Pedro Pedro, de Briteiros Sta. Leocádia, voltou ao «Verão no Campus» para decidir melhor que curso superior seguir. Após Engenharia Química e Biológica em 2024, arriscou Engenharia Mecânica, mas não teve vaga e ficou em Explorando o universo das Ciências. “Na verdade, estou a gostar muito, pois cruza biologia, química, física, matemática… abre-nos horizontes”, resumiu, antes de entrar numa sessão sobre modelos numéricos.
Já Leonor Faria, de Mascotelos, preferiu estrear-se na actividade de Enfermagem: “Esta área sempre esteve comigo e é bom ver o que vou estudar daqui a dois anos, a UMinho será a minha primeira opção na candidatura”. No futuro, vê-se a trabalhar no bloco operatório de um hospital. O brilho intenso no seu olhar confirma a esperança e a motivação em querer ajudar os outros.
O «Verão no Campus« está a percorrer laboratórios, salas de aula, espaços verdes dos campi e até as ruas das cidades anfitriãs, num momento imersivo da vida académica. Os jovens, que chegam de Chaves a Faro, dos EUA ao Reino Unido, são orientados por 40 monitores (alunos da própria universidade), além de dezenas de docentes, investigadores e técnicos.
O encerramento é na sexta-feira, às 16h00, no campus de Gualtar, com a presença prevista da pró-reitora Teresa Ruão e de representantes dos municípios parceiros de Guimarães, Braga, Fafe, Póvoa de Lanhoso, Barcelos e do Grupo Casais. Desde 2009, esta iniciativa anual já impactou cerca de 6000 jovens.
Publicado em: 24/07/2025