Promovido à equipa principal do Moreirense na época passada, Afonso Assis já foi utilizado por Vasco Botelho da Costa em cinco partidas na presente temporada. O jovem médio, de apenas 19 anos, pretende afirmar-se num plantel em que a competitividade tem aumentado ano após ano. Uma missão bem definida na entrevista concedida à edição desta semana do DESPORTIVO de Guimarães.
Está a viver o primeiro ano de sénior no plantel principal do Moreirense, depois de ter sido promovido no decorrer da temporada passada. Era isto que pensava que podia acontecer quando no ano passado foi chamado a trabalhar no plantel sénior pela primeira vez?: “Para ser muito sincero, eu há dois anos jogava nos sub-19, ou mal jogava, e nunca sonhei em estar onde estou agora. Tem sido uma experiência incrível. Tive a oportunidade de ser chamado para fazer treinos com a equipa principal, sabia que não tinha nada a perder, tinha que desfrutar da oportunidade, aprender com eles, que eles têm certamente mais experiência que eu. Quando cheguei a este patamar, felizmente consegui agarrar a oportunidade. Eles também me acolheram muito bem, porque é uma equipa muito unida, muito forte. É uma experiência incrível e este ano a única coisa que tenho que fazer é trabalhar. Estou aqui como os outros para agarrar a oportunidade e quando ma derem é para aproveitar, para dar tudo.”
O que é que sentiu quando lhe ofereceram o primeiro contrato profissional poucos meses depois de começar a trabalhar com a equipa sénior? Foi tudo muito rápido?: “Sim, foi uma experiência muito rápida, aconteceu tudo em dois ou três meses. Não estava à espera, mas sabia que quando comecei a treinar tinha capacidades para estar aqui e que conseguia agarrar esta oportunidade. Foi uma coisa muito rápida, às vezes nem sabia bem o que estava a acontecer, mas sabia que tinha que aproveitar e tinha que dar tudo.”
No futebol, muitas vezes, é uma questão de oportunidade e estar disponível para as aproveitar?: “Claro que é muito trabalho e muito mérito próprio, mas também tens de ter aquele bocadinho de sorte, que também é importante no futebol. Temos de contar sempre com um bocadinho de sorte, mas também muito mérito.”
Começou na formação do Salgueiral, depois passou para o Moreirense, num percurso que está ligado directamente a Guimarães. Como é que foi o início no Salgueiral?: “Por acaso, o meu início como jogador nem foi aqui em Portugal, foi no Chipre, onde eu vivia. Joguei numas escolinhas, depois acabei por mudar-me para Guimarães, joguei no Salgueiral e depois quando era para dar o passo para o futebol 11, nessa altura não tinha futebol 11 no SARC e mudei-me para o Moreirense e desde aí foi uma experiência incrível, acompanharam-me sempre bem, deram-me sempre muita confiança. A formação foi muito boa, e foi ótimo. Acabou por ser a aposta certa.”
E desde que chegou ao Moreirense também acabou por acompanhar a grande transformação que o clube está a viver…: “Quando cheguei a Vila Desportiva ainda não estava pronta. Desde então deu para acompanhar uma melhoria muito grande, tanto na estrutura, como nas condições de trabalho. É incrível acompanhar este crescimento e fazer parte destes momentos.”
A primeira chamada à equipa sénior acontece com o César Peixoto. Foi um treinador decisivo para este percurso afirmativo?: “Sim, claro, tenho de lhe agradecer porque que foi ele que também me deu o contrato profissional. Foi um óptimo treinador, tenho de lhe dizer que tenho muito a agradecer pela oportunidade que me deu.”
Logo no primeiro ano chegou a estreia na equipa sénior, com Cristiano Bacci, num jogo frente ao FC Porto.: “Foi uma experiência incrível, não estava mesmo à espera de entrar naquele jogo. Sabia que era um jogo complicado, o resultado ainda estava apertado. Sabia que, por acaso, quando me chamaram para entrar, que não tinha nada a perder, ninguém me ia dizer nada. Tinha que desfrutar, correndo bem ou mal, isso vai sempre acontecer a qualquer um, sabia que estava ali para desfrutar, aproveitar o momento e para aprender com isso.”
Quando surgiu a notícia de que iria ficar no plantel sénior para esta temporada, o que é que lhe passou pela cabeça?: “Foi um sentimento um pouco surreal, ainda não me caiu a ficha, não conseguia acreditar. Mas, foi fantástico e sabia que tinha feito por isso. Agora tenho de dar tudo para jogar e para ajudar este clube.”
Publicado em: 25/11/2025