A Associação Empresarial do Minho reuniu com o presidente da CCDR Norte, Álvaro Santos. Neste primeiro encontro, a associação apresentou a sua missão e abordou duas prioridades para o desenvolvimento da região: a organização administrativa do Minho e a ligação à Plataforma Logística e Industrial de Salvaterra–As Neves (PLISAN), na Galiza.
A ideia de uma Área Metropolitana do Minho esteve presente desde a fundação da AEMinho. A associação reafirmou a sua disponibilidade para participar ativamente no debate sobre a reorganização administrativa, sem fazer depender a sua posição da adopção de um modelo específico. Para a AEMinho, o princípio essencial é que qualquer organização regional reconheça o Minho — abrangendo os distritos de Braga e de Viana do Castelo — como uma região única e coesa. Essa visão permite articular melhor as decisões sobre investimento, mobilidade, infraestruturas e desenvolvimento económico.
A AEMinho retomou também a posição que tornou pública sobre a PLISAN: o Minho não pode ficar à margem da ligação portuguesa à plataforma galega. Para que as oportunidades de investimento, emprego e exportação beneficiem as empresas dos dois lados da fronteira, é necessária uma estratégia coordenada para as acessibilidades rodoviárias e ferroviárias, a oferta de solo industrial, as plataformas logísticas e a captação de investimento.
O presidente da CCDR Norte recebeu a delegação da AEMinho com abertura e demonstrou alinhamento quanto à importância de olhar para a região como um todo em matérias centrais, como a mobilidade. Mostrou-se também atento à evolução da PLISAN e à relação com a Galiza. Da reunião resultou ainda o convite para estreitar os laços de colaboração entre as duas entidades, nomeadamente na preparação do próximo quadro comunitário de apoio e na reflexão estratégica para o Norte 2040.
«Não estamos presos a uma fórmula administrativa. O essencial é que o Minho seja pensado como uma região coesa, com uma estratégia comum para a mobilidade, o investimento e a ligação à Galiza. Encontrámos na CCDR Norte abertura para aprofundar este diálogo e transformar prioridades partilhadas em trabalho concreto», afirma Ramiro Brito, presidente da AEMinho.
A AEMinho reiterou a disponibilidade para contribuir para esse trabalho com a perspectiva das empresas do Minho.
Publicado em: 21/09/2026