Horizontes sem Fronteiras e o Futuro que se Aprende
Uma escola de referência no contexto atual não pode restringir a sua visão às fronteiras nacionais; deve, muito pelo contrário, projetar os seus alunos num mundo globalizado, dinâmico e interconectado.
No AE Francisco de Holanda, a internacionalização – materializada através da participação ativa no programa de referência Erasmus+ – não constitui um mero complemento curricular, mas uma parte integrante e estruturante da identidade da instituição. Esta abertura permite que alunos e professores vivenciem outras realidades pedagógicas, partilhem metodologias e enriqueçam as suas competências multiculturais,
proporcionando uma visão global que potencia o sucesso académico e prepara os jovens para os desafios profissionais do século XXI.
Diversidade, Quantidade e Qualidade dos Projetos Erasmus+ do Ensino Escolar
É por isso que o AE Francisco de Holanda reforça a aposta contínua nos projetos Erasmus+ do Ensino Escolar enquanto eixo estratégico do seu projeto educativo. São muitas as evidências de um trabalho consistente, orientado para o desenvolvimento de competências, a partilha de experiências e a valorização da cidadania europeia.
Os projetos do Programa Erasmus+ do AE Francisco de Holanda inscrevem-se também no Plano de Internacionalização do Agrupamento e nas Prioridades Europeias, estruturando-se em torno de cinco grandes áreas prioritárias: inclusão, diversidade cultural, educação digital, sustentabilidade e cidadania europeia.
A transnacionalidade surge, neste contexto, como uma premissa considerada essencial e que se apresenta como exequível graças ao financiamento do programa.
O percurso do AE Francisco de Holanda na conceção e desenvolvimento destes projetos é marcado pela consistência, pela diversidade e pela sustentabilidade. Importa destacar a existência de 31 projetos, entre eles: ROUTE DOCS – Recording Our Training
Experiences in Documentaries, COLLIN – Colaborar e Inovar, Building the Inclusive and Creative School for the Future! (B.I.S), YES – Yellow European Stars, Healthy Living and Equal Opportunities through Sport (PT01-KA219), distinguido como Exemplo de Boas Práticas, e Let’s Improve with STEAM.
O percurso mais recente inclui a Acreditação Escolar Erasmus+ (PT-KA120), alcançada logo no primeiro ano de candidatura, num grupo restrito de 58 escolas portuguesas, bem como um dos projetos KA121 SCH (aprovados desde 2021) distinguido e candidato ao Prémio Erasmus+. Destacam-se ainda projetos/iniciativas como “Lideranças Inovadoras”, “Cultural & Coastal Tourism”, “ONLINE – Our New Learning Innovative Network for Education”, “Speak Up To Start Up A Green World e “Mountains for Change”.
O AE Francisco de Holanda continua a investir em projetos KA121 SCH, KA220 SCH e KA210 SCH, consolidando uma estratégia europeia de longo prazo.
Em termos de números, o balanço apresentado é muito significativo: nos 31 projetos, totalizam-se 28 países visitados e mais de 60 escolas europeias parceiras.
Foram realizadas mais de 350 mobilidades de alunos e mais de 180 atividades de professores, e obtida uma subvenção total superior a um milhão de euros. As atividades incluíram mobilidades de grupo, cursos de formação, job shadowing, atividades de aprendizagem de curta e de longa duração, bem como o acolhimento de mais de 400 alunos e docentes de escolas europeias.
Os nomes do AE Francisco de Holanda e da cidade de Guimarães são já (re)conhecidos na Albânia, na Alemanha, na Áustria, na Bélgica, na Bulgária, na Croácia, na Dinamarca, na Eslováquia, na Espanha, na Estónia, na Finlândia, na França, na Grécia, na Irlanda, na Islândia, na Itália, na Letónia, na Lituânia, na Noruega, nos Países Baixos, na Polónia, pelo nosso país, no Reino Unido, na Roménia, na Suécia, na Suíça, na Turquia e no Vaticano.
O impacto destes projetos é claramente evidente: a curto prazo, traduz-se numa crescente procura, por parte de escolas e instituições europeias, para o estabelecimento de parcerias estratégicas, intercâmbios e atividades colaborativas, bem como na consolidação de uma comunidade educativa cada vez mais participativa, empenhada e receptiva à inovação; a médio e a longo prazo, contribui para o fortalecimento de um verdadeiro ethos europeu, assente nos valores da cidadania, da cooperação e da solidariedade, para a consolidação de práticas educativas não formais e interdisciplinares e para a afirmação de uma cultura escolar marcadamente multicultural.
A inovação surge não apenas na conceção e implementação das atividades, mas também na metodologia participativa que lhes está subjacente, privilegiando a intervenção direta, ativa e responsável dos participantes ao longo de todo o processo. Paralelamente, a disseminação dos resultados assume uma dimensão abrangente e estratégica, concretizando-se a várias escalas – local, regional, nacional e internacional – através de plataformas digitais, redes sociais, comunicação social, conferências e da partilha de boas práticas com instituições parceiras, potenciando a visibilidade do Agrupamento, a
transferência de conhecimento e a valorização do impacto educativo dos projetos.
Destaca-se ainda o compromisso com a inclusão, materializado na adaptação das atividades às necessidades específicas dos participantes e na criação de oportunidades que promovem a equidade, a igualdade de oportunidades e a participação ativa, significativa e abrangente de todos os alunos. A sustentabilidade dos resultados é assegurada pela disponibilização em acesso livre dos materiais produzidos, pela experiência consolidada e pelo elevado grau de especialização da equipa, pelo envolvimento continuado das entidades parceiras e pela institucionalização das dinâmicas criadas, garantindo a sua continuidade, disseminação e capacidade de gerar impacto duradouro na comunidade educativa.
São igualmente relevantes a valorização e o reconhecimento obtidos pelo AE Francisco de Holanda enquanto exemplo de boas práticas em agências europeias, de novas realidades pedagógicas, de partilha de práticas, de novas aprendizagens, de replicação de estratégias no contexto educativo e de criação de materiais pedagógicos. A par disto, sublinha-se o espírito de grupo, o dinamismo do Clube Erasmus+ e a colaboração com parceiros locais – com destaque para a Câmara Municipal de Guimarães – e nacionais e internacionais.
Clube Erasmus+ como Cultura Educativa
Um dos pilares desta dinâmica é o Clube Erasmus+, que conta com 100 alunos do 9.º ao 12.º ano, com encontros quinzenais e trabalho contínuo nas áreas prioritárias do programa. A equipa de projetos, coordenada pela Professora Helena Ferreira, integra 25 docentes provenientes de diversas áreas disciplinares, espelhando o compromisso coletivo da comunidade educativa com uma cultura de cooperação, inovação pedagógica e construção partilhada de oportunidades de aprendizagem.
Os valores que orientam este trabalho – empatia, inclusão, empreendedorismo,liderança, organização e sociabilidade – traduzem, de forma clara, o ethos europeu que o AE Francisco de Holanda procura desenvolver nos seus alunos. De forma simbólica, o sentido do Erasmus+ na escola pode resumir-se a um portão para uma mente livre com asas, com Erasmus a ser lido como COMpetências, COMunicação, COMpromisso, COMportamentos e COMunidade.
Muito Antes da Última Saída do Portão
Há neste agrupamento uma clara preocupação de enquadramento europeu, o que constitui uma opção estratégica e identitária. A participação no Programa Erasmus+ do Ensino Escolar transcende a simples adesão a uma iniciativa europeia para se afirmar como uma verdadeira cultura educativa: aberta ao mundo, comprometida com o sucesso e o desenvolvimento integral dos seus alunos e plenamente alinhada com os valores e os desafios da Europa contemporânea. É, acima de tudo, a expressão de uma escola que assume a responsabilidade de formar cidadãos livres, conscientes e preparados para as rápidas transformações sociais nas relações globais.
O AE Francisco de Holanda afirma-se, assim, como uma referência incontornável no ensino vimaranense. Educar é aqui muito mais do que transmitir conhecimento. Neste contexto de trabalho específico, em cada saída, os alunos atravessam o portão da escola para descobrirem a Europa e regressam sempre mais capazes do que partiram porque mais cultos, mais autónomos e mais conscientes das oportunidades e das responsabilidades que o mundo lhes oferece.
Até que chega o dia em que atravessam o portão pela última vez. Nessa altura, já não partem apenas da escola; partem preparados para construírem o seu futuro e para contribuírem para o futuro de todos.
Publicado em: 14/07/2026