O cheiro a vinho novo envolve as instalações da Adega Cooperativa de Guimarães, onde o trabalho continua a ser intenso após estar concluída a campanha de vindimas desde ano.
“Recebemos cerca de um milhão de quilos de uvas, correspondendo ao que era expectável, sendo até uma quantidade um pouco acima da registada no ano passado”, começa por dizer José Sequeira Braga, presidente da Instituição, fazendo questão de observar que ainda é prematura avançar com o balanço final.
Pelo volume de uvas, a produção corresponderá “às melhores expectativas”. “Antes da vindima não sabíamos se iria ser mais ou menos do que no ano passado, mas estávamos confiantes numa boa campanha. Em 2024, recebemos 900 toneladas de uvas! Este ano há mais quantidade de boas uvas que darão um bom vinho”, acrescentou, ao sublinhar que a “campanha decorreu muito bem, sem incidentes”.
“Toda a logística funcionou muito bem! E para já estamos muito satisfeitos, embora os resultados finais só em Dezembro poderão ajudar a ter uma ideia mais segura para se fazer um balanço do ano”, advertiu.
Com produção predominante de branco, a Adega Cooperativa de Guimarães recebeu uvas de diversas castas (loureiro, alvarinho, arinto, azal e trajadura). Há ainda a registar a entrada de uvas da casta espadeiro para a produção de rosé, assim como para a variedade de tinto que é maioritariamente constituída pela casta vinhão.
A produção deste ano deverá começar a ser comercializada no início do próximo ano. No entanto, há quem procure junto da Adega obter o tradicional vinho novo. Aliás, Sequeira Braga, realça que “a adega cheira a vinho por todo o lado, o aroma é um sinal de que o vinho é bom”.
As uvas que entraram na Adega Cooperativa de Guimarães são provenientes das cerca de seis dezenas de produtores associados da Instituição.
“Temos uma estabilidade nos nossos produtores. Para já não pensamos em receber novos sócios, mantendo o nível de produção que é a nossa capacidade instalada”, observou, mostrando-se satisfeito com o resultado da campanha deste ano. “Foi rápida e intensa. Tivemos dias em que a Adega recebeu 120 e 130 toneladas, o que foi exigente para o nosso pessoal e para o equipamentos”, sustentou, congratulando-se com a capacidade de resposta.
Concluída a campanha de vindimas, o responsável sustenta que aproxima-se a fase mais importante e delicada que é a colocação dos vinhos nos diferentes mercados. “É um trabalho exigente, mas que levará o nome de Guimarães a diferentes países do mundo”, assinalou.
Publicado em: 08/10/2025