A Penha, em Guimarães, voltou a transformar-se numa autêntica cidade escutista. Até sábado, mais de cinco mil escuteiros de todo o país participam na 90.ª edição do ACAREG – Acampamento Regional de Braga, a maior de sempre, promovida pela Região de Braga do Corpo Nacional de Escutas (CNE).
Na cerimónia protocolar, realizada esta quarta-feira, o chefe do Núcleo de Guimarães, Alexandre Novais, destacou o trabalho desenvolvido ao longo de vários meses para tornar realidade um projeto desta dimensão, sublinhando que o que hoje se vê no terreno “é o resultado de muitos meses de preparação” e de “milhares de horas” de trabalho conjunto entre voluntários e diversas entidades.
Alexandre Novais fez questão de agradecer o contributo de várias organizações, entre elas a Vitrus, Vimágua, Tempo Livre, Turipenha, Irmandade da Penha, Polícia Municipal e Bombeiros de Guimarães, reservando um agradecimento especial ao empresário Engenheiro Arantes pela cedência do espaço e ao Município de Guimarães pelo apoio prestado. “Foram vocês que construíram este ACAREG”, afirmou, considerando que os participantes encontram na Penha condições “de luxo” para viver a experiência escutista.
Também a chefe regional do CNE, Catarina Miranda, enalteceu a confiança demonstrada desde o primeiro momento pelas entidades envolvidas. Segundo afirmou, todos “acreditaram que era possível” concretizar um acampamento com esta dimensão e colocaram os seus recursos ao serviço de um projeto que envolve cerca de cinco mil crianças e jovens.
A dirigente destacou ainda a qualidade das infraestruturas montadas na Penha, referindo que o acampamento dispõe de um hospital de campanha e de condições pouco habituais em iniciativas desta natureza. Sublinhou igualmente a dimensão pedagógica do escutismo, evidenciada pela reduzida utilização de telemóveis e pelo envolvimento dos jovens em atividades de convivência, serviço e autonomia. “Há muito mais para além das telas, e afinal os jovens sabem viver fora delas quando a oportunidade pedagógica assim o propícia”, afirmou.
O Arcebispo de Braga, D. José Cordeiro, considerou o ACAREG um “laboratório vivo de humanidade e fraternidade”, defendendo que o verdadeiro valor do acampamento está na preparação e nas relações que cria entre pessoas e instituições. O prelado felicitou a Junta Regional de Braga pela organização daquela que é a maior edição de sempre e destacou o envolvimento de todos os parceiros na construção de um projeto em prol do bem comum.
Já o presidente da Câmara de Guimarães, Ricardo Araújo, recordou a primeira reunião em que lhe foi apresentada a ideia do acampamento e afirmou que o concelho “não podia desperdiçar” a oportunidade de acolher a iniciativa. “Este acampamento tinha que ser o maior e o melhor acampamento de sempre”, afirmou, congratulando-se pelo sucesso da organização e pelo envolvimento dos serviços municipais e empresas do universo municipal.
O Autarca reforçou ainda o reconhecimento pelo movimento escutista e pelos valores que transmite às novas gerações, considerando que Guimarães vive, por estes dias, “o privilégio de ser a capital do escotismo”. Na mensagem final, deixou um convite aos participantes para regressarem ao concelho e levarem consigo a imagem de uma cidade capaz de acolher grandes eventos: “Guimarães é a melhor cidade do mundo para se viver um dia, um mês ou uma vida inteira. Sejam sempre bem-vindos.”
Publicado em: 06/08/2026