A Câmara Municipal de Guimarães tornou público esta sexta-feira os “documentos essenciais” do processo do Parque de Camões.
A iniciativa do Município surge na sequência da polémica instalada a partir da revelação de um parecer negativo da Presidente do ICOMOS para a referida construção, tendo em conta o desejo de alargar o Centro Histórico classificado de Guimarães à zona de Couros.
De entre os documentos revelados pela Câmara, encontra-se uma posição assumida por Alexandra Gesta, técnica Municipal e membro do ICOMOS que aponta "contradições" ao documento assinado pela Presidente daquela entidade, sendo "contrária" à posição assumida pelos dois vice presidentes da instituição que se haviam deslocado a Guimarães em missão oficial, precisamente para analisar a pretensão da Câmara.
O Município revela ainda uma carta dos referidos vice presidentes do ICOMOS. Nesse documento, Ana Amendoeira e José Aguiar consideram a "necessidade de acautelar as questões relacionadas com as regras das arqueologia urbana em área de grande sensibilidade, minimizando os impactos negativos". No mesmo documento, os dois responsáveis sublinham que "quem obriga o ICOMOS-Portugal é, obviamente, a sua Presidente, sem prejuízo do que nos cabe agora assumir relativamente a este caso uma vez que o avaliamos oficialmente e não por iniciativa individual".
Publicado em: 27/10/2017