Um funcionário da Brunatti, uma empresa de distribuição de café com instalações em S. Jorge de Selho, diz estar a ser vítima de assédio moral por parte da entidade empregadora.
Francisco Teixeira, funcionário há 12 anos, passou os três primeiros dias desta semana, a cumprir o horário de trabalho à porta da empresa, debaixo de um guarda-sol. Foi mais um episódio de um conflito que se arrasta desde o final de Maio, quando o administrador da empresa lhe terá anunciado que não poderia acumular uma segunda actividade que já desenvolvia há sete anos.
Francisco Teixeira não cessa funções, sem que os seus direitos sejam acautelados, num conflito laboral denunciado nas redes sociais.
A empresa abriu um processo disciplinar, invocando falta de produtividade, algo que Francisco Teixeira contesta, dadas as condições de trabalho que agora tem.
O processo disciplinar está a decorrer e Francisco Teixeira indica que a Autoridade de Condições de trabalho foi chamada a intervir pela terceira vez.
Em declarações ao GuimarãesDigital, o administrador da Brunatti, Vitor Araújo, justificou a instauração do processo disciplinar ao trabalhador, com a utilização do telemóvel da empresa para fins comerciais particulares e durante o horário laboral.
Esta quinta-feira, o trabalhador foi colocado na Trofa a realizar prospecção de mercado. Vitor Araújo garante que não haverá despedimento, considerando que o objectivo do trabalhador é ser mandado para casa e poder continuar a desenvolver actividade paralela.
Publicado em: 12/10/2017