O ex-Director da Segurança Social de Braga reagiu publicamente ao seu afastamento do cargo.
Rui Barreira considera ter sido alvo de uma "decisão política", num processo que considera ter tido início com o pedido da sua demissão feito pelo Ministro Vieira da Silva.
Numa sessão que promoveu este sábado sob o lema «As evidências – os factos e as verdades», disse ter sido alvo de dois processos de inquérito internos que deram por não provadas as acusações em causa.
No primeiro processo motivado por acusações de um grupo de trabalhadores não identificados da entidade que dirigia, lembrou que as acusações eram de perseguição, assédio e bulling.
Um segundo inquérito foi motivado por uma carta anónima que apontava para "apoio especial" ao Lar de Santa Estefânia, favorecida por ser a instituição onde trabalhava a sua mulher.
Sem factos provados das acusações, Barreira disse ter sido afastado do cargo por "falta de zelo e imparcialidade" na relação com a instituição onde trabalha a sua mulher.
Sublinhando ter orgulho no trabalho realizado durante cinco anos na direcção da Segurança Social de Braga que diz ter deixado "melhor e mais eficiente", Rui Barreira lembrou que assumiu o cargo por concurso público até ao passado dia 27, tendo sido na passada sexta-feira por João Ferreira, ex-responsável pela Direcção da Contabilidade daquela entidade.
Publicado em: 04/02/2017