A Câmara de Guimarães vai permitir o licenciamento de obras através da apresentação digital de documentos, no âmbito da desmaterialização processual do Município, iniciando, a partir da próxima segunda-feira, a possibilidade de submissão e tramitação digital de processos de gestão urbanística, correntemente associados aos licenciamentos e comunicações prévias.
Este processo, que terá duas fases de implementação, começando segunda-feira com a coexistência da tramitação processual em formato digital com a solução material (papel). A publicação e entrada em vigor da revisão do regulamento municipal de edificação e urbanização, a realizar em 2017, finalizará este período de transição e de adaptação, iniciando-se a segunda fase do processo com a exclusiva opção de submissão e apresentação de pedidos em formato digital, no âmbito da gestão urbanística.
Em comunicado, a Autarquia informa que na página de internet do Município, encontram-se disponibilizadas todas as especificações e normas técnicas inerentes a este processo, estando programada para amanhã, às 14h30 horas, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Guimarães, a realização de uma sessão aberta de divulgação e de esclarecimento sobre a “submissão e tramitação digital de procedimentos de gestão urbanística”.
"O novo processo de submissão e tramitação consiste na apresentação de todos os elementos que constituem, genericamente, um pedido de autorização ou licenciamento de operação urbanística em formato digital, sejam elementos de desenho, fotografias ou documentos escritos. Isso vai implicar que todo o desenvolvimento processual municipal, sejam consultas a entidades externas e serviços municipais, emissão de pareceres técnicos ou alvarás e autorizações, também seja assegurado em formato digital", refere a Autarquia.
"Este processo de desmaterialização processual e administrativa visa atingir quatro objetivos centrais, entre eles, a redução do consumo de papel e agilização de procedimentos, possibilitando, a título de exemplo, a consulta simultânea de vários serviços e entidades ou a redução do tempo da comunicação ou notificação do requerente, uma vez que a via digital é seguramente mais rápida do que a via postal", acrescenta.
O Município indica que "outro dos objectivos é permitir maior segurança e rigor na tramitação e desenvolvimento processual, permitindo generalizar regras que facilitarão a compreensão das pretensões formuladas, quer pelos serviços municipais, quer posteriormente pelos próprios munícipes. Ao mesmo tempo, vai facultar uma maior facilidade na disponibilização de informação ao cidadão e maior racionalização de circuitos de trabalho e documentos de instrução de pedidos, nomeadamente requerimentos".
O desenvolvimento de uma plataforma de trabalho proporcionará, igualmente, maior conforto a todos aqueles que atuam no âmbito da gestão urbanística, perspetivando, num futuro próximo, outros desenvolvimentos positivos como, por exemplo, a submissão de processos online. Na prática, esta opção resulta na perseguição de uma constante melhoria da resposta municipal às solicitações dos munícipes e uma adaptação, cada vez mais contínua e generalizada, às boas práticas administrativas e ambientais, contribuindo para a construção de um Município de excelência.
Publicado em: 04/01/2017