O Padre José Machado vai ser reconduzido na presidência da direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários das Taipas, nas eleições marcadas para o dia 10 de Dezembro. As obras de construção do museu da corporação já estão a decorrer.
Apesar de ter assumido a vontade de se afastar dos corpos gerentes, o Padre José Machado reconsiderou e apresenta-se para um novo mandato. "Tinha decidido sair, mas acabei por reflectir e aceitei o desafio porque está a decorrer uma grande obra e entendi que deveria continuar", referiu, ao dar conta que já está a decorrer a construção do edifício destinado ao espaço museológico da corporação que servirá de pólo cultural para as Taipas.
A intervenção permitirá a renovação de uma área do quartel e criação de um museu, cumprindo o projecto apresentado durante as comemorações do 129º aniversário da Instituição.
A execução da obra vai permitir a instalação com dignidade de diferentes acervos que aquela Associação Humanitária possui. O Padre José Machado precisou que o projecto está orçado em 500 mil euros, justificando a sua criação com a necessidade de disponibilizar ao público a oportunidade de apreciar "aquilo que se encontra disperso e é digno de estar num museu".
O dirigente da Associação Humanitária reconheceu que o facto de ter sido confiada à instituição parte do espólio de um coleccionador – José Custódio – recentemente falecido contribuiu para "acelerar a ideia, porque não havia um local adequado para guardar essa herança". "São fechaduras de palácios, de quintas, que estão devidamente catalogadas e que já estiveram em exposição em Londres e no Paço dos Duques de Bragança", adiantou, ao realçar o entusiasmo com que pouco antes de morrer esse benemérito fez questão realizar esse donativo. "Temos uma colecção de Cristos esculpidos pelo pai dele em pau preto, tem vitrines muito interessantes, tem um cadeirão que representa três gerações, porque foi iniciado pelo avô, continuado pelo pai e concluído por ele. É um acervo muito interessante que merece ser partilhado com o público", explicou, assinalando que a Instituição possui ainda um espólio assinalável. É o caso da histórico Studebaker, o veículo emblemático do passado da corporação. "Andamos sempre com ele de um lado para o outro", observou José Machado, fazendo questão de esclarecer que a área que será objecto da intervenção – a zona poente – está bastante degradada.
"Com este edifício, tapamos tudo o que está feio, criando um espaço para museu e uma área para a fanfarra, mais quatro salas, cujo destino ainda não está bem decidido", acrescentou, ao dar conta que o prazo de conclusão da obra está apontado para o dia 31 de Março do próximo ano e ser inaugurada no dia do aniversário da Instituição.
Publicado em: 23/11/2016