Miguel Silva poderá incorrer num castigo pesado se for provado que terá agredido um funcionário do Boavista, no túnel de acesso aos balneários do Estádio do Bessa.
O guarda-redes do Vitória é acusado de ter agredido o funcionário Nuno Ferreira, que, num primeiro momento, o agrediu em pleno relvado do Estádio do Bessa, no final da partida.
O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol apenas irá pronunciar-se sobre os casos do Boavista-Vitória na sexta-feira, uma vez que a Taça de Portugal é considerada uma prova não-profissional. Nessa altura, o órgão liderado por José Manuel Meirim apreciará o relatório de Jorge Sousa e dos observadores Luís Alberto e Duarte Ferreira. Se tiver sido reportada uma agressão de Miguel Silva, o guarda-redes pode incorrer numa pena de suspensão de três meses a quatro anos.
Miguel Silva esteve no epicentro dos incidentes que marcaram o final do jogo com o Boavista. Agredido ainda no relvado pelos jogadores Idris e Tengarrinha, o guarda-redes terá agredido um funcionário do Boavista no túnel. Apesar de terem regressado mais tarde ao balneário, por uma questão de segurança, os jogadores e treinadores do Vitória foram alvos daquilo que está a ser qualificado como uma "emboscada". Terá sido nesse momento em que se deu o caso entre Miguel Silva e o funcionário do Boavista, em que estiveram envolvidos mais jogadores dos 'axadrezados', Henrique e Bukia, que também acabaram por ser expulsos por Jorge Sousa.
A PSP foi obrigada a intervir para serenar os ânimos e também realizará um relatório sobre o caso.
O presidente da SAD do Vitória teve um papel conciliador nos incidentes graves que tiveram lugar no Estádio do Bessa. Júlio Mendes promoveu um encontro entre Miguel Silva e o funcionário do Boavista, em que ambos pediram desculpa mutuamente. Resta saber se este acto ajudará a atenuar o castigo ao jogador do Vitória.
Publicado em: 22/11/2016