Marega garantiu que pretende continuar no Vitória até ao final da temporada e que não está nos seus planos deixar o clube no mês de Janeiro, na reabertura do mercado.
O avançado, numa entrevista publicada hoje no jornal 'O Jogo', apresentou um pedido de desculpa aos jogadores, treinadores e estrutura do Vitória, bem como aos adeptos, e assumiu a vontade de ficar até ao final da época "e ajudar o clube" a concretizar os seus objectivos.
Numa entrevista em que recorda as polémicas atitudes que teve no jogo com o Nacional da Madeira, Marega pediu "desculpa a toda as pessoas que se tenham sentido ofendidas" e asseverou que "esta situação não volta a repetir-se até ao final da época". O avançado disse estar "focado a cem por cento no Vitória" e que quando regressar irá "tudo fazer para ajudar a equipa a conseguir os seu objectivos".
Marega assumiu que se portou "mal" com Sequeira, jogador do Nacional, quando o agrediu. "Enervei-me e tive aquela reacção lamentável", contou, revelando que "nos dias anteriores ao jogo" teve "um problema familiar", situação que entende, no entanto, que não deve servir como uma desculpa.
O avançado internacional pelo Mali afirmou ter sido "mal interpretado" quando fez o gesto para a sua família "a dizer que queria ir embora" do Estádio D. Afonso Henriques, sublinhando que não se quis dirigir aos adeptos. "A única coisa que queria fazer naquela altura era ir embora e ficar sozinho com a minha família", explicou, argumentando ainda, a este propósito, que nos momentos em que fica "mais nervoso e desiludido", prefere resguardar-se e "ficar sozinho" para se acalmar.
Sobre este assunto, Marega assumiu que a saída do estádio enquanto decorria o jogo com o Nacional da Madeira foi "claramente uma falta de respeito e também falta de profissionalismo", uma vez que não respeitou "o treinador, os adjuntos, os colegas e toda a estrutura do clube. para lá também de não ter respeitado os adeptos".
Por tudo isto, Marega reuniu ontem em privado com Pedro Martins para lhe pedir desculpa e fez o mesmo com os jogadores, no balneário. O ideal "seria ter feito isso a seguir ao jogo", o que acabou por não acontecer devido à viagem que estava agendada para o Mali. Marega garantiu ter sido "sincero" no pedido de desculpa e que os seus colegas "perceberam" precisamente "que estava a ser sincero".
Agora, o avançado tem de reconquistar os sócios do Vitória. "Compete-me a mim fazer com que os adeptos me perdoem", afirmou na mesma entrevista, o que, "só será possível dentro do campo", pelo que prometeu "tentar fazer cada vez mais e melhor".
Consciente de que poderá ser alvo de uma sanção da SAD, Marega revelou ainda que irá aceitar "aquilo que o Vitória decidir sobre esta situação".
Publicado em: 16/11/2016