O relatório e contas que os associados vitorianos vão votar, este sábado às 15h00, em Assembleia Geral revela que o passivo desceu 14% em relação ao ano passado, que se cifrava em 12,6 milhões de euros.
No relatório e contas pode ler-se que a redução do passivo em quase dois milhões de euros num ano foi possível com fundos próprios (28% do valor em caus) e através da utilização de suprimentos (os restantes 72%). Neste capítulo, destaque para a a redução de 33% das dívidas a fornecedores.
A Direcção de Júlio Mendes voltou a baixar o passivo, à semelhança dos últimos quatro exercícios, apesar do resultado líquido das contas da época 2015/2016 ter-se saldado em 254 mil euros negativos, um valor que representa uma melhoria de 48% em relação ao ano anterior.
O Conselho Fiscal considera que o exercício da última época “foi o mais determinante dos últimos quatro anos”. O Órgão liderado por Eduardo Salgado Leite sustenta essa afirmação ao explicar dois factos que ocorreram neste período: a manutenção, por parte do clube, do peso percentual de 40% no aumento de capital da SAD (com a utilização de 1,186 mil euros de suprimentos) e a renegociação das condições bancárias dos empréstimos de médio e longo prazo. Neste capítulo, o Vitória conseguiu poupar 49 mil euros na época passada e na que está em curso terá de pagar menos 147 mil euros aos bancos, como consequência da redução dos spreads associados aos empréstimos.
O exercício da última época desportiva revela uma redução das receitas provenientes da quotização, na ordem dos 10.4%, para cerca de 1,72 milhões de euros. Para o Conselho Fiscal, as explicações para este decréscimo não pode ser apenas explicado pelos resultados desportivos e pela situação financeira das famílias. Segundo aquele Órgão, “impõe-se uma profunda necessidade de reflexão sobre o actual sistema de quotizações”, apontando “a melhoria dos métodos de cobrança, a reformulação dos benefícios existentes aos associados, a par de um melhor controle de entradas no estádio, que reduzam situações de abuso”.
No relatório e contas, a Direcção de Júlio Mendes dá conta que o quatro de pessoal foi reduzido com a saída de sete colaboradores, o que obrigou a um esforço financeiro de 114 mil euros. Nesta altura, o clube tem 10 trabalhadores de um total de 43, os restantes estão afectos à SAD.
Há mais números que importa destacar neste documento. Por exemplo, o negócio com os ginásios Solinca vai render 178 mil euros por ano. As contas consolidadas das modalidades e piscinas tiveram resultados negativos de 140 mil euros. O basquetebol e a natação são os principais contribuintes para o aumento do défice.
O Conselho Fiscal defende que o relatório e contas da última época “assegura a viabilidade do projecto”, pelo que “não tem qualquer dúvida, em, por unanimidade, dar um parecer favorável à sua apreciação. O Conselho Fiscal defende no seu parecer que “o futuro do clube está cada vez mais nas suas próprias mãos e cada vez menos nas mãos dos seus credores e dos fundos creditícios existentes na SAD”.
Publicado em: 08/10/2016