O barulho causado pelo funcionamento de bares e estabelecimentos de diversão nocturna em diferentes zonas habitacionais levou a Câmara de Guimarães a realizar um estudo em parceria com a Universidade do Minho, de maneira a intervir e apaziguar os problemas que opõem os interesses dos moradores aos dos empresários e frequentadores destes espaços.
A revelação do Presidente da Câmara surgiu em resposta a uma intervenção do Vereador da CDU, José Torcato Ribeiro, na última sessão do Executivo, motivada pela realização de mais uma reunião de moradores do Centro Histórico, promovida pela União de Freguesias da Cidade, em que os problemas de ruído e falta de segurança foram discutidos.
Na resposta, o Edil anunciou que está a ser realizado um estudo com a Universidade do Minho. "Quero ter dados objectivos e trabalhados de uma forma científica, com metodologia, com critérios rigorosos, para saber a realidade que temos na Cidade, no Centro Histórico, mas também em outros sítios do Concelho, para podermos agir, envolvendo todas as entidades e pessoas que têm e vivem nesta problemática", disse Domingos Bragança, manifestando o desejo de intervir para que seja possível estabelecer um compromisso entre as diferentes partes interessadas.
"A convivência entre moradores e a actividade deste tipo de actividade é sempre problemática", reconheceu, ao observar: "uns querem fazer e ter vida além da meia-noite e as pessoas querem que essa vida após a meia-noite seja muito limitada para poderem descansar". "Esta situação de conflitualidade latente tem de ser alterada, temos que encontrar uma situação de compromisso, em que todos os intervenientes possam viver em paz", defendeu, acreditando que "o estudo está a ser feito para uma actuação não só do ponto de vista político-administrativo por parte da Câmara e das entidades que estão envolvidas nesta problemática, mas também para termos uma acção pedagógica sobre a convivência social".
Na intervenção que fez no período antes da ordem do dia, o Vereador da CDU deu conta que participou na reunião de moradores, na qual esteve presente o Vice-Presidente da Autarquia. José Torcato Ribeiro afirmou, a propósito, "concordo com tudo o que o Amadeu disse, porque conciliar vontades é difícil". No entanto, focou as problemáticas do ruído e da segurança, sobretudo após o horário de encerramento dos bares. "Devem ser criadas condições para que as pessoas saibam que há interesse em resolver os seus problemas", precisou Torcato Ribeiro, considerando a pertinência das preocupações.
"Uma das queixas foi o facto de o barulho intensificar-se quando os bares encerram. Tem havido alguns desacatos e foi solicitada uma atitude diferente por parte da PSP, aliás, o Comandante esteve esteve presente e manifestou dificuldades em patrulhar devidamente, dada a falta de meios. A questão vai ser colocada a nível superior pelo Comandante e aguardemos por esse reforço até porque a actividade dos bares aumenta no Verão e faz todo o sentido ocorrer um reforço do patrulhamento no Centro Histórico após o fecho dos bares", alertou.
Publicado em: 16/06/2016