Os sócios do Vitória aprovaram, este sábado, o orçamento do clube para a próxima temporada, numa Assembleia em que Júlio Mendes teve de responder a muitas críticas.
O Presidente vitoriano foi elogiado pela sua capacidade de gestão financeira, mas teve de ouvir vozes discordantes relativamente ao aspecto desportivo, admitindo que na temporada passada as coisas não correram bem e prometendo corrigir os erros cometidos. Relativamente a outras críticas, que chegou a considerar ofensivas, Júlio Mendes reagiu de forma enérgica, dizendo mesmo que, agora que o clube está livre do abismo, «chegou o tempo dos abutres, da suspeição».
Apesar do tom crítico das intervenções dos associados, todos os pontos da Ordem de Trabalhos foram aprovados. O orçamento com seis votos contra e 17 abstenções; e a alteração da morada da sede social do clube para o Estádio D. Afonso Henriques com cinco votos contra e seis abstenções.
Relativamente ao orçamento, a Direcção do Vitória prevê, para o próximo ano, um saldo negativo de apenas 172.500 euros, o que comprova a «consolidação financeira consumada» e, segundo o Conselho Fiscal, «abre portas a novas opções, a um novo ciclo».
As Escolinhas deverão ter um saldo positivo de aproximadamente 60 mil euros; as modalidades um déficit de 107 mil euros e as piscinas uma perda de 32.500 euros. Foi, entretanto, divulgado o valor do contrato com a empresa de ginásios Solinca, que a partir deste mês vai operar num espaço da Bancada Nascente. Por um período de 20 anos de aluguer, o Vitória encaixará 3,6 milhões de euros, recebendo mensalmente uma renda de 15 mil euros.
No final, Júlio Mendes falou aos jornalistas sobre a Assembleia Geral. Declarações que pode escutar aqui, em Guimarães Digital.
Publicado em: 04/06/2016