O Ministério Público pediu a condenação do ex-presidente do Vitória Emílio Macedo de Silva e do antigo vice-presidente Luciano Baltar, bem como do próprio clube, no processo em que respondem por uma acusação de crime de abuso de confiança fiscal.
Em causa está a falha na entrega do IRS dos meses de Julho, Agosto, Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro de 2011, num valor total que ascende a cerca de 1 milhão e 289 mil euros. O Vitória não pagou ainda o IVA dos meses de Setembro e Outubro de 2011, no valor de aproximadamente 374 mil euros, e dos Janeiro e Fevereiro e 2012, de cerca de 229 mil euros.
Nas alegações finais, esta segunda-feira, Ministério Público pediu a condenação dos arguidos por entender que os factos constantes da acusação foram dados como provados.
O advogado de Emílio Macedo da Silva pediu a sua absolvição, argumentando que o crime em causa resultou das circunstâncias difíceis em que o clube esteve a ser gerido. Por seu turno, o defensor de Luciano Baltar apresentou os Estatutos do Vitória para argumentar que o clube tem uma gestão presidencialista, procurando com este argumento demonstrar que o antigo vice-presidente não tinha responsabilidades no crime que lhe é atribuído.
Já o advogado do Vitória criticou a forma como o Ministério Público conduziu o processo, apontando incoerências. Por isso, Rui Teixeira e Melo defendeu que o Vitória deve ser absolvido.
Publicado em: 30/05/2016