Júlio Mendes respeita as críticas do presidente da Assembleia Geral da SAD, Daniel Rodrigues, mas vinca que a decisão sobre a continuidade de Sérgio Conceição no comando técnico do Vitória será tomada por si, sem qualquer pressão.
Daniel Rodrigues defendeu, em declarações ao jornal 'A Bola', que o Vitória “não deve renovar com o treinador”, afirmando ainda que “pensava que ele [Sérgio Conceição] tinha outra capacidade para liderar o Vitória e o projecto desportivo do clube”. O presidente da Assembleia Geral da SAD disse ainda não ter gostado “nada daquilo” que Sérgio Conceição afirmou no final do jogo com o Rio Ave, acrescentando que “ele é treinador de futebol e não lhe revejo capacidades para se meter nos assuntos relativos à arbitragem”.
Confrontado pela Rádio Santiago com estas declarações, Júlio Mendes disse que “eu tenho o Vitória como um grande clube, um clube com história, dimensão social e dimensão crítica, cuja dimensão não depende apenas dos resultados desportivos. O Vitória é muito mais do que isso. Esta grandiosidade do Vitória também se caracteriza um pouco pela diversidade e pluralidade que tem de existir numa instituição que se quer saudável. As pessoas têm opinião, a mim cabe-me ouvir a opinião dos Órgãos Sociais, dos presidentes dos Órgãos Sociais, dos vitorianos, do sócio mais humilde. Na certeza porém que no fim as decisões, para o bem e para o mal, terão de ser tomadas por mim e sou eu que vou decidir. Seja o que for, relativamente à continuidade ou não do treinador, cabe a mim decidir. Para que fique claro, o Vitória é um clube grande demais para que não existam opiniões diferentes em relação às mais diversas matérias. Isso é um sinal de vitalidade”.
Em declarações à Rádio Santiago, Júlio Mendes disse igualmente que não entende as afirmações de Daniel Rodrigues como uma forma de pressão para não avançar para a renovação do contrato de Sérgio Conceição: “As pessoas falam comigo, não há pressão nenhuma, a mim ninguém me pressiona. As pessoas já me conhecem, não decido com base em pressões, acho que não é assim que as coisas devem ser feitas. Se as pessoas pensam que tomo decisões na base de pressões estão muito bem enganadas. Nunca esperaria isso de quem está mais próximo e faz parte dos Órgãos Sociais. Isto é tão somente a expressão de uma opção pessoal de um sócio, que respeito, mas, como digo, as decisões serão tomadas por mim. Ponto final”.
Com cinco jornadas por disputar, Júlio Mendes espera que seja criado um ambiente propício à estabilidade. “O que se deseja é que há tranquilidade. Só temos interesse em ter um ambiente pacífico”.
Publicado em: 13/04/2016