Na sede dos Trovadores do Cano, em Guimarães, realiza-se este sábado, a partir das 15h00, mais uma iniciativa solidária a favor do Super – T, o menino de 4 anos, residente em Lordelo, que vai fazer um tratamento experimental contra o cancro nos EUA.
Os pais da pequena Luna, de Vila do Conde, anunciaram que os cerca de 500 mil euros angariados para a sua filha que faleceu recentemente, serão para ajudar o Super-T e uma criança de Braga que precisa, urgentemente, de um tratamento também experimental, na Alemanha. Os pais da Luna comprometeram-se a completar o valor necessário para a deslocação e tratamento nos Estados Unidos da América, logo que esteja marcada a viagem, o que deverá acontecer assim que todo o tratamento de preparação necessário esteja concluído no IPO, no Porto.
Os pais do menino de Lordelo foram informados da decisão na última semana. Até ao momento, a campanha que lançaram já permitiu angariar € 269.285,20 (valor de dia 21 de Fevereiro), numa onda de solidariedade que continua com várias iniciativas já programadas anteriormente.
O pai do menino de quatro anos mantém a esperança de conseguir através dessas acções a verba necessária para o seu filho, de maneira a que o contributo manifestado pelos pais da Luna possa ser encaminhado para outros casos, porque "há mais crianças que precisam". David Santos fez questão de sublinhar a generosidade das pessoas que têm colaborado na acção solidária desencadeada para assegurar o tratamento do filho. "Não há palavras que cheguem para expressar a nossa gratidão", disse, sendo corroborado pela esposa, Susana Guimarães.
A mãe do pequeno Tiago indicou que o filho vai agora ser submetido a "uma terapia com produto nuclear", no início de Março. Trata-se de um tratamento com duração de cinco dias a que se segue um período de recuperação durante um mês/mês e meio. "É um tratamento que pode ser feito em Portugal. E só quando os médicos derem a indicação de que o Tiago pode viajar até aos EUA é que seguirá para o tratamento inovador. Mas, a sua situação tem de avaliada, para se perceber e decidir se se faz mais radioterapia ou se pode avançar para imunoterapia", afirmou.
Publicado em: 27/02/2016