O CART foi suspenso de toda a actividade pela Federação de Patinagem de Portugal e se não liquidar uma dívida na ordem dos 800 euros até ao final do dia não poderá defrontar o Vila Praia, na 2.ª eliminatória da Taça de Portugal de hóquei em patins, agendada para amanhã.
A decisão da Federação de Patinagem de Portugal deixou revoltados os dirigentes do clube taipense, uma vez que o CART é credor da mesma federação de um valor superior a três mil euros. A Direcção liderada por António Lima Pereira procurou fazer um acerto de contas, recusado pela Federação de Patinagem de Portugal. Uma situação surreal para o presidente do CART: “O CART tem efectivamente um débito para a FPP inferior a 800 euros, referentes às taxas mensais dos jogos e de arbitragem. No entanto o CART é credor da FPP num total superior a 3.000,00 euros. Foi solicitado à FPP que o valor em debito pelo CART fosse descontado ao crédito que o CART tem na FPP, no entanto o mesmo foi recusado, pelo que o CART está suspenso de toda a actividade desportiva. É inaceitável que, estando a dívida da FPP perante o CART vencida, há já mais de três meses, sendo certa, líquida e, por isso, exigível, a FPP não aceite compensar o CART nos termos do disposto no artigo 847º do Código Civil, dispensando-o do pagamento à FPP de tais taxas de jogos e arbitragens até ao montante daquela comparticipação a que tem direito e de que é já credor”, sublinha António Lima Pereira.
Sem poder recorrer aos tribunais civis para reclamar a dívida da Federação de Patinagem de Portugal, o CART pondera mesmo não fazer o pagamento do valor em atraso, de quase 800 euros. O que impedirá o clube de disputar o jogo da Taça de Portugal, com o Vila Praia.
Publicado em: 15/01/2016