A SAD do Vitória está a estudar a possibilidade de avançar com uma queixa contra Carlos Xistra junto do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol.
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A novidade foi anunciada por Júlio Mendes na conferência de imprensa que teve lugar esta terça-feira, em que o presidente vitoriano pretendeu fazer a defesa do treinador Sérgio Conceição. “Se tivermos de falar será em sede própria. As entidades competentes estão aí para tratar destes assuntos. Este processo está no nosso departamento jurídico, ainda não temos decisão tomada sobre se vamos avançar com uma participação. Julgo que nas próximas horas já tenha resposta do nosso departamento jurídico para que possamos tomar uma decisão em sede do Conselho de Administração da SAD. Não fazemos julgamento precipitados e não aceitamos que alguém o faça”, disse o presidente vitoriano.
Carlos Xistra foi o nome mais falado na conferência de imprensa. Para Júlio Mendes “Carlos Xistra não terá tido um dia fácil, imagino que já deve ter rebobinado o jogo centenas de vezes para ver tudo o que se passou. Ele está envolvido no jogo, terá sido um dia infeliz para ele. Não queria sacrificar ninguém, todos nós estamos sujeitos a um dia que corre menos bem. As regras existem, os regulamentos existem, as sanções disciplinares existem. Não depende da vontade do Vitória decidir o que quer que seja em relação a isto, embora tenhamos isto no departamento jurídico. As instâncias disciplinares podem elas próprias abrir um processo disciplinar. Gostava que isso não acontecesse. Do nosso lado, serei sempre intransigente. Recebemos sempre bem todas as equipas de arbitragem”.
Ainda sobre o polémico final do jogo de sábado, Júlio Mendes não quis analisar o que se vê nas imagens televisivas. Disse, ainda assim ter “o testemunho do treinador, do director-desportivo, de vários agentes do clube que estavam lá. A palavra deles basta-me, o que me disseram é suficiente. Não vou falar o que me contaram. O Sérgio Conceição já falou, não vou acrescentar mais. É a palavra dele, já falou”.
A recorrente polémica em torno das arbitragens tem motivado muitos debates. Uma das formas de acabar com muitas das dúvidas, segundo Júlio Mendes, passará pela adopção de meios audiovisuais: “Na nossa opinião, defendo que tudo o que puder ser feito na área da arbitragem para se retirar algum clube de suspeição devia ser feito. Vivemos num tempo em que as tecnologias nos permitem tanta coisa, não vejo porque é que não é possível recorrer a tecnologias que nos permitam evitar estas coisas. Estou certo que são lapsos, ajuizamentos que não são fáceis. Não teria jeito para árbitro, quando estou na bancada tenho sempre dúvidas. Se não for à televisão fico sempre com dúvidas, não é fácil. Só vejo vantagem em que se pudesse recorrer a outros métodos para auxiliar o trabalho das equipas de arbitragem. Todo o futebol tinha a ganhar com isso, quem teria mais a ganhar seriam os árbitros, que ficariam resguardados de especulações que são impossíveis de evitar.
Só falamos de arbitragens quando atinge um nível de gravidade que nos obriga a tomar uma posição. A última vez que falei foi no Bessa, na época passada. Foi-nos dada razão, mas o que é certo é que ficamos a três pontos do quarto lugar e que um resultado diferente podia ter-nos dado o quarto lugar o que significaria muitos milhões. Às vezes está isto em jogo, a sustentação de uma actividade económica interessantíssima.
Na minha memória selectiva sou capaz de dizer que fomos prejudicados em dois jogos, dois golos que não foram validados. Se tivéssemos tecnologia de baliza esses golos resultariam numa classificação diferente. Não me vou focar nisso porque se calhar já fomos beneficiados noutras situações”.
Publicado em: 05/01/2016