A Quercus e a AVE – Associação Vimaranense para a Ecologia requereram à Câmara a suspensão dos procedimentos adjudicatórios relativos ao projecto de execução da nova via de acesso ao Avepark.
Aquelas entidades defendem a realização de um estudo de acessibilidade por uma entidade imparcial, sem relações de interesse com o Município de Guimarães ou o Avepark que fundamente a necessidade da construção, ou não, da nova via.
A propósito do estudo que sustenta a opção da Câmara, lembram que a Universidade do Minho "não obstante o seu reconhecido mérito científico e o seu papel relevante no desenvolvimento tecnológico regional, mantém uma relação de interesse com este processo", a propósito da participação que detém no capital social do Avepark.
A Quercus e a AVE defendem o aprofundamento do estudo da opção de traçado entre o Avepark e o troço da A11 entre Guimarães e Braga, dado ser esta a única opção que não implica a construção de uma nova ponte sobre o Rio Ave que para além de servir o Avepark, poderá contribuir para reduzir o tráfego na EN101. Acrescentam que a decisão de construção desta nova via não deverá resultar de uma visão de curto prazo, tomada apenas em função da eventual oportunidade de financiamento comunitário.
Reagindo a esta posição, a Câmara reiterou "o interesse e vontade em concretizar esta via de forma o mais consensual possível, promovendo os estudos e debates muito para além da obrigatoriedade legal". Por outro lado, lembra que "o compromisso municipal na realização de um estudo de impacte ambiental que, não sendo obrigatório por lei, revela o interesse municipal em construir a melhor via para o território e defender os elementos naturais e biofísicos importantes", sublinhando ainda que não aceita insinuações sobre a idoneidade de instituições como a Universidade do Minho.
Publicado em: 01/07/2015