Os White Angels e os Suspeitos do Costume, grupos de apoio do Vitória, contrariam a versão apresentada pela Direcção Nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP).
Num comunicado conjunto, as claques vitorianas asseguram que “é falso que em algum momento elementos dos dois grupos organizados tenham tido qualquer desentendimento, e que fruto disso tenham originado a acção da Polícia”. Segundo a sua versão, “houve sim duas pessoas que tiveram um desentendimento”, mas nenhuma delas pertence aos grupos de apoio.
Na nota lê-se igualmente que “é falso que tivesse existido uma “rixa” entre grupos e é falso que a segurança de quem quer que seja estivesse em risco”. Pelo contrário, vincam, “de repente, e sem que nada o fizesse prever, a Polícia faz uma carga pelas costas dos adeptos, lançando o terror entre as pessoas tal a surpresa do ataque. Aqui sim, a segurança de todos passou a estar em risco”, assinalam.
Os responsáveis dos White Angels e Suspeitos do Costume negam igualmente que tenham sido arremessados objectos às forças de segurança, como cinzeiros, tanto mais “que nem existem no local. Houve sim, por parte da Polícia, dezenas de cadeiras partidas durante o ataque, e que num instinto de defesa natural, terão sido devolvidas por pessoas que se encontravam no local”.
O comunicado assegura ainda que alguns elementos dos grupos organizados “tiveram que se pôr à frente de pessoas com mobilidade reduzida, mulheres e crianças para as defender do ataque aleatório e arbitrário por parte das forças policiais. De referir ainda, que num determinado momento, um elemento da Polícia, armado de Shot Gun iniciou uma série de disparos de forma aleatória, atingindo quem estava na linha de fogo, independentemente se eram mulheres ou crianças. Obviamente que esta acção violenta gerou revolta e indignação nas pessoas que naturalmente reagiram em sua defesa, acabando o episódio com a retirada das forças do local”, reforçam.
A terminar o documento os grupos negam ainda que qualquer elemento tenha sido detido ou identificado, repudiando por isso “o comportamento no terreno, completamente descabido e despropositado do passado domingo, bem como repudiar o comunicado enviado pela Direção Nacional da PSP cheio de inverdades e deturpações dos factos”.
Publicado em: 15/09/2014