Os maus acessos ao Avepark e as dificuldades de expansão invocadas pela multinacional de vendas online Farfetch dominaram a discussão na reunião do executivo vimaranense.
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O assunto foi levantando no período antes da ordem do dia pelo PSD. Primeiro, Ricardo Araújo lamentou a perspectiva de saída de uma empresa com cerca de 200 trabalhadores. O Avepark não é atractivo, porque não tem bons acessos e o problema não é novo. O PSD desde 2006 tem vindo a defender a criação e a implementação de uma via de ligação rápida às Taipas. É uma obra prioritária, afirmou.
Depois, o Vereador André Coelho Lima retomou o assunto, interrogando se o Presidente da Câmara desmente a saída da empresa Farfetch do Avepark. O representante social-democrata insistiu que a obra devia estar construída há muito, lembrando que o Avepark foi formado em 2004.Se não houver fundos comunitários, a câmara avança?, disse, lamentando que a responsabilidade para o atraso na construção seja apontada ao Governo.
Na reacção, o Presidente da Câmara anunciou que a via de ligação ao Avepark vai ser construída, tendo já o apoio da CIM do Ave, CIM do Cávado, Quadrilátero Urbano e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte. Sempre foi expresso que a obra não podia ser executada sem o apoio do governo, essa premissa continua a ser válida nos dias de hoje.
É uma obra de valor superior a 20 milhões de euros, assinalou Domingos Bragança, ao revelar que está a negociar com a CCDRN a possibilidade de se o governo não fizer a estrada, a autarquia vimaranense assume a comparticipação nacional de 20 por cento. Assumo uma penalização para as finanças municipais para que a estrada seja construída, referiu, acrescentando que já solicitou a colaboração da Estradas de Portugal para elaboração do projecto. Os fundos comunitários só apoiam se for criada uma via dedicada, condição que o Avepark reúne por ser uma estrutura ligada à investigação, alertou.
No período antes da ordem do dia, a Vereadora denunciou a degradação existente em dois edifícios abandonados, situados na Rua Colina do Sol, em Fermentões.
O Vereador da CDU, José Torcato Ribeiro, quis saber se as diligências da Câmara de Guimarães, na reivindicação de isenção da cobrança de IMI aos proprietários de edifícios no Centro Histórico já tem consequência. O Vereador indicou que os serviços de finanças vão cobrar IMI e vão ser aplicados os retroactivos.
Na resposta, o Presidente da Câmara deu conta que Porto e Évora são os municípios que aceitaram alinhar com Guimarães, na reivindicação de isentar de IMI os imóveis do Centro Histórico. Um documento subscrito pelos autarcas dos três municípios vai ser entregue à Ministra das Finanças.
Na análise da agenda de trabalhos, a Vereação Municipal aprovou a proposta para a atribuição de apoios financeiros a instituições de solidariedade social do Concelho.
Com a abstenção da CDU, o relatório de Avaliação do Estatuto do Direito de Oposição 2013, foi aprovado com os votos favoráveis do PSD, CDS e PS.
Publicado em: 20/03/2014