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Oliveira e Silva é um dos detidos pela PJ por alegada associação criminosa

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Oliveira e Silva, administrador judicial nos processos de falência de várias empresas de Guimarães, é um dos 15 detidos pela Polícia Judiciária por suspeita de corrupção, abuso de poder e associação criminosa, na sequência de uma operação que envolveu cerca de 40 buscas em diversos pontos do país.
Segundo a SIC Notícias, o conhecido administrador judicial encontra-se entre os detidos que são funcionários e liquidatários judiciais, representantes de leiloeiras, de comissões de credores e ainda compradores e arrematadores de bens confiscados.
Oliveira e Silva esteve ligado ao processo de falência de empresas como a Coelima, Iver, Dextra, Cavalinho, Empresa Industrial de Pevidém, Sisalex, Garça Real, Xavi, Sedas de Vizela, Alvorada de Fafe, e Silma de Vila Nova de Famalicão.
A operação desencadeada pela directoria do Porto da PJ visava desarticular ligações perigosas entre funcionários judiciais, leiloeiros e outros mediadores.
Na origem desta investigação estão suspeitas de falências fraudulentas, sub e sobre-avaliações de bens e tentativas de praças desertas.
As buscas foram efectuadas em localidades como Porto, Guimarães, Santo Tirso, Braga e Lisboa e visaram domicílios, estabelecimentos comerciais, escritórios de advogados, serviços da segurança social e locais de trabalho de funcionários judiciais.
De acordo com o comunicado da PJ, a operação está relacionada com
processo de liquidação de bens pertencentes a massas falidas,
designadamente por suspeitas de controlo de processos de falência. Um
procedimento em cadeia que ia da entrada do processo em tribunal à
liquidação do activo e consequente encerramento das contas.
A PJ confiscou também um iate avaliado em 70 mil contos atracado na Póvoa de Varzim, várias viaturas topo de gama, obras de arte e saldos de contas bancárias.

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Publicado em: 04/07/2002

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