A Câmara Municipal de Guimarães condenou de forma “veemente o acto de vandalismo” perpetrado, na madrugada de quinta-feira, contra a Torre da Alfândega, monumento nacional e um dos mais importantes símbolos históricos e identitários da cidade, onde se encontra inscrita a expressão «Aqui Nasceu Portugal».
Em comunicado, o Município salienta que “atentar contra este património edificado é atentar contra a memória de todos os Vimaranenses”. A preservação da nossa herança histórica é um dever inegociável, não podendo este tipo de conduta ser tolerado, acrescenta.
Para o Município, a inscrição abusiva de uma mensagem sobre a muralha medieval constitui um atentado inaceitável contra o património histórico e cultural de Guimarães, que merece o mais firme repúdio da governação municipal. Está em causa a desfiguração de um monumento e o desrespeito por um legado coletivo que atravessa séculos de História, pertence a todos os portugueses e cuja preservação constitui uma responsabilidade de toda a comunidade.
Perante esta condenável ocorrência, o Município “actuou com toda a prontidão, promovendo a respectiva participação às autoridades policiais competentes para efeitos de investigação e apuramento de responsabilidades. Em simultâneo, a autarquia e a empresa municipal Vitrus Ambiente accionaram uma operação de limpeza e conservação. Graças ao envolvimento de técnicos especialistas, que garantiram o recurso a métodos adequados à salvaguarda e integridade da pedra da muralha, os trabalhos de restauro ficaram concluídos com sucesso ao final da manhã, restituindo a dignidade a um dos mais emblemáticos símbolos da identidade Vimaranense e da História de Portugal.
A Câmara Municipal sublinha o seu “compromisso intransigente com a salvaguarda do património material e cultural vimaranense, condenando qualquer comportamento que ponha em causa a sua integridade, autenticidade e dignidade, e continuará a agir com firmeza perante quaisquer atos lesivos do património coletivo, em nome de Guimarães, dos vimaranenses e da História de Portugal”.
Publicado em: 29/10/2026