O presidente do Vitória, Rui Rodrigues, entende que o clube encontra-se “num momento importante” da sua história.
Na mensagem dirigida aos associados no documento de suporte do Relatório e Contas da época passada, que vai ser votado numa Assembleia Geral marcada para 6 de Novembro, Rui Rodrigues defende que “a decisão que os sócios vão tomar sobre a transmissão de 17% das ações do Vitória Sport Clube à V Sports terá impacto direto no futuro da SAD e, por isso, no futuro do próprio Vitória.”
O presidente vitoriano entende que “uma parceria com uma rede internacional com provas dadas pode fazer a diferença no recrutamento de talento, nas metodologias de formação e na projeção do nome do Vitória no mundo, ajudando a valorizar aquilo que de melhor já construímos.” Escreve, no entanto, que “esta é uma escolha que pertence aos sócios e é a eles que cabe a última palavra.”
Rui Rodrigues afirma também que “o fecho do exercício de 2025/2026 marcou também o fim de um ciclo de gestão na SAD e o começo de outro” e que “o balanço ficou aquém dos objetivos, no plano desportivo e no económico-financeiro, e é com essa consciência que se inicia um novo ciclo.” Um ciclo que tem “princípios claros: prudência na utilização dos recursos, rigor em cada decisão de investimento, redução efetiva dos gastos e uma gestão mais criteriosa do plantel. A valorização do talento, sobretudo do que nasce na nossa formação, será pilar da estratégia, agora com maior exigência quanto ao retorno de cada investimento. Queremos uma SAD financeiramente sustentável, capaz de garantir a sua continuidade com segurança, mas que nunca abdique da ambição desportiva que está no ADN do Vitória”, assinala.
No mesmo documento, Rui Rodrigues destaca que a época 2025/2026 “ficará para sempre marcada pela conquista da Taça da Liga perante milhares de vitorianos que, em Leiria, deram uma demonstração de apoio ímpar. Foi um título de enorme significado, que enriquece o nosso palmarés e que encheu de orgulho todos os vitorianos. Foi a prova de que, quando o Vitória se une, é capaz de grandes feitos.” “Mas a responsabilidade exige que olhemos também para o que não correu bem. No campeonato, ficámos aquém dos objetivos e não garantimos o regresso às competições europeias. Essa ausência teve um impacto significativo nas receitas da SAD. Ao mesmo tempo, a equipa principal passou por uma profunda renovação, com uma aposta clara em jogadores mais jovens e com maior potencial de valorização, uma opção que implicou riscos desportivos e um aumento dos encargos.”
Recorde-se que as contas revelam que o passivo do Vitória a 30 de Junho de 2026 cifrava-se nos 85 milhões e 298 mil euros. Ou seja, subiu cerca de 16 milhões e 459 mil euros por comparação com Junho de 2025. O passivo líquido, considerando a dedução ao passivo dos saldos de clientes, inventários e disponibilidades financeiras, passou de 48 milhões e 217 mil euros para 57 milhões e 130 mil euros. O ativo total da SAD ascendeu a 48 milhões e 470 mil euros, determinando capitais próprios negativos de 36 milhões e 830 mil euros.
No período em análise, os rendimentos operacionais desceram de 22 milhões e 692 mil euros para 15 milhões e 102 mil euros, enquanto que os gastos operacionais ascenderam a 33 milhões e 100 mil euros, um aumento de 0,7%.
Publicado em: 28/10/2026