O treinador do Moreirense, Vasco Botelho da Costa, esteve na sala de imprensa do Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas para a antevisão do encontro com o AVS SAD. A partida da 3ª eliminatória da Taça de Portugal realiza-se este sábado, pelas 14 horas.
O Moreirense está motivado para não ser surpreendido no arranque da sua participação na Taça de Portugal?: “Sim, sem sombras de dúvidas. O jogo do Fafe ainda está bem presente nas nossas memórias. O que, de certa forma, é bom no sentido de aprendizagem. E temos a consciência também que é um jogo especial para os nossos adeptos, é um dérbi em que nós temos que respeitar ao máximo o nosso adversário, independentemente de sabermos que está numa divisão abaixo. Tivemos a oportunidade de os defrontar na pré-época, mas foi numa fase embrionária. Pudemos ver que é uma equipa com valor, uma equipa com qualidade individual, do ponto de vista físico muito forte. E, portanto, vai ser um jogo extremamente competitivo, onde nós temos que dar resposta. E trazer, obviamente, estas aprendizagens do passado porque temos que respeitar muito o nosso adversário e temos que olhar para esta competição com muita motivação. Temos tido um exemplo fantástico de que é possível equipas que normalmente não ganham competições poderem ganhar. E acho que esse exemplo tem sido bem visível a todos nós. Quem está no futebol gosta de ganhar e é ambicioso, tem que acreditar que é possível.”
O que identifica no AVS SAD que pode criar maiores obstáculos ao Moreirense?: “Apesar de ser uma equipa da Liga 2, eu não acho que as diferenças sejam tão abismais, por assim dizer. Portanto, acredito que vai ser um jogo equilibrado. Não podemos, de forma alguma, dar confiança, nem deixar o adversário crescer do ponto de vista emocional. Sabemos que, obviamente, há sempre aquela motivação por estar a jogar contra uma equipa de divisão superior, aquele sacudir de responsabilidade para o adversário, neste caso, para nós. E, portanto, é um jogo onde o lado mental também conta muito. E esse lado mental é onde eu falo que nós temos que trazer as aprendizagens do passado. Porque se nós não estivermos ao nosso melhor nível, se não olharmos para este jogo como olhamos para todos os outros, no sentido de estarmos muito concentrados, muito focados, é um adversário que tem armas para nos fazer mal. Como eu disse, uma equipa extremamente física. Uma equipa que, obviamente, tudo o que é o momento da dividida pode colocar problemas, no momento da bola parada pode colocar problemas. E, depois, uma equipa que, se nós dermos tempo e espaço para jogar, também tem jogadores com qualidade para jogar. Portanto, tudo depende da nossa mentalidade e da nossa abordagem, no sentido de não dar confiança ao nosso adversário. E temos a capacidade para fazer o jogo que queremos fazer. Porque acreditamos que, se assim for, vamos conseguir ter sucesso.”
Apesar das cautelas que abordou, há espaço para mudanças no onze por se tratar de um jogo da Taça de Portugal?: “As alterações necessárias para apresentarmos, como sempre, a melhor equipa para vencer cada jogo. Este ano acho que temos um plantel bastante equilibrado. Mas, também estamos numa fase de crescimento, uma fase de aquisição onde a rotina e a repetição também é importante. E, portanto, zero revoluções e zero sentido de dar oportunidade. Não há isso de dar oportunidade. Nós queremos ganhar. E, portanto, vai seguramente entrar a equipa mais preparada para ganhar o jogo.”
Vai haver espaço para a estreia do Aranha na baliza?: “Não, não.”
Que ambição é que o Moreirense pode ter na Taça de Portugal?: “São muitos jogos. Obviamente que nós temos que olhar para o exemplo do Torreense, que é o exemplo mais recente, no sentido de acreditarmos. Nós jogamos um campeonato onde, se algum dia um treinador que não seja dos tais grandes clubes ambicionar ou falar na ambição de ser campeão nacional, vai ser considerado maluco. Aqui são jogos a eliminar. Mas, é como eu disse, olharmos para este exemplo que temos tido para percebermos e para pormos a nossa ambição à prova. Até que ponto queremos mesmo ter sucesso. Até que ponto acreditamos que é possível. E, portanto, obviamente, passo a passo, eliminatória ou eliminatória, não interessa aquilo que vem depois. Interessa o AVS, o foco e a responsabilidade estão muito do nosso lado. E, portanto, sabemos aquilo que temos que fazer para conseguir ter sucesso.”
Publicado em: 16/10/2026