O Presidente da Câmara salientou a importância da empresa intermunicipal Vimágua no caminho da construção da sustentabilidade do Concelho.
Ricardo Araújo falava esta quarta-feira na sessão de abertura do SENAG 2026 – Seminário Nacional de Águas Residuais que decorre no Centro Cultural de Vila Flor até amanhã.
Na sua intervenção, o Edil de Guimarães lembrou que a sustentabilidade também se constrói “debaixo dos pés”, numa alusão ao trabalho desenvolvido pela Vimágua na sua função de distribuir água e tratar o saneamento.
Ricardo Araújo sublinhou que a sustentabilidade tem que traduzir melhoria da qualidade de vida dos cidadão. “Esta é a ambição que orienta Guimarães com políticas públicas consequentes e com o envolvimento da comunidade”, sublinhou.
“Uma cidade sustentável tem que apostar nas infraestruturas essenciais”, acrescentou lembrando a importância do Plano Director Municipal de Águas Pluviais que o Município apresentou recentemente.
No contexto actual de um mundo complexo, Ricardo Araújo falou da necessidade de “antecipar riscos com decisões que não comprometam o futuras das novas gerações”.
Durante dois dias o SENAG discute o tema REimaginar a Água Urbana – REdes Inteligentes. Cidades REsilientes. Na sessão de abertura o Secretário de Estado do Ambiente. João Manuel Esteves, realçou a pertinência do tema que aponta a soluções que “reimaginem numa altura em que a água é um recurso muito pressionado”.
“Temos de estar preparados para secas prolongadas e tempestades garantindo qualidade do serviço e protecção dos ecossistemas”.
O governante salientou os desafios que se colocam ao nível da gestão da água, com particular destaque para a “redução das perdas de água”.
“Temos de «meter as fichas todas» neste problema”, salientou.
Na mesma sessão o Presidente da APDA – Associação Portuguesa da Distribuição e Drenagem de Águas também falou da “enorme relevância” do tema em debate numa cidade que “respeita o passado mas que não fica preso a ele”.
Martins Soares defendeu a necessidade de uma “nova visão para o sector” até por força da uma directiva da União Europeia que coloca “exigências imensas e de profunda transformação” que fazem com que as ETAR “deixem de ser o fim do ciclo da água”. Um processo que exige um grande envelope financeiro e o trabalho coordenado de diversas entidades.
O Presidente do Conselho de Administração da Vimágua elencou alguns dos principais desafios que se colocam àquela empresa intermunicipal: renovação das infraestruturas que envelhecem ao longo dos mais de 1.400 quilómetros de rede de água, combate às ligações indevidas, aposta em novas tecnologias e atracção e retenção de recursos humanos.
A Vimágua é patrocinadora do evento, que reúne profissionais, especialistas e entidades gestoras de todo o país.
Ao longo de dois dias, os participantes vão ser discutidos temas como a adaptação às alterações climáticas e a gestão de eventos extremos; A digitalização e a inteligência artificial; A neutralidade carbónica; A economia circular; Os desafios do financiamento da transição hídrica.
Publicado em: 14/10/2026