Para quem olha de fora, voltar a levar uma colher à boca, vestir uma camisola ou reconhecer uma música pode parecer pouco. Para quem recupera uma capacidade perdida, pode significar recuperar uma parte da própria vida. É neste espaço entre a dificuldade e a autonomia que trabalha Diana Alves, terapeuta ocupacional na Clínica de Reabilitação de Guimarães.
Há gestos que fazemos tantas vezes que deixamos de lhes dar importância. Vestir-nos. Tomar banho. Comer. Escrever. Pentear o cabelo. Preparar uma refeição. Sair de casa. Brincar com os netos. São coisas tão presentes no quotidiano que raramente pensamos nelas como conquistas. Até ao dia em que, por alguma razão, deixam de ser possíveis. É precisamente aí que entra a Terapia Ocupacional.
Diana Alves exerce a profissão há 12 anos e trabalha actualmente na Clínica de Reabilitação de Guimarães, sobretudo na área da reabilitação de pessoas idosas com demência e de pessoas que sofreram um AVC. Ao longo do percurso profissional, passou também por contextos ligados à multideficiência, às escolas e às estruturas residenciais para idosos.
Escolheu a profissão quase por acaso. Tinha seguido a área de Humanidades e não pensava inicialmente trabalhar na saúde. Foi o irmão, enfermeiro, quem a desafiou a conhecer a Terapia Ocupacional. Aceitou o desafio, entrou no curso e foi descobrindo, ao longo da formação e dos primeiros contactos com os utentes, uma profissão com a qual acabaria por se identificar profundamente.
Saiba mais na BIGGERmagazine de Outubro!
Publicado em: 07/10/2026