O médico fisiatra vimaranense, Rui Vaz, cruza a Medicina Física e de Reabilitação com a Medicina Desportiva, a música e o associativismo. Com uma carreira marcada também pela passagem pelo Vitória Sport Clube, defende que a prevenção começa no movimento e que tratar uma pessoa é muito mais do que tratar uma dor.
A ligação à Medicina começou cedo, em casa, através da mãe, enfermeira. Na adolescência, porém, dividia-se entre a saúde, a música e o futebol. Tocava clarinete na Banda de Pevidém e foi nesse percurso que acabou por perceber que a Medicina, sobretudo pelo contacto humano, correspondia à sua vocação. A escolha da Medicina Física e de Reabilitação surgiu mais tarde, muito ligada à paixão pela Medicina Desportiva.
Hoje, perante uma sociedade cada vez mais sedentária, vê crescer os problemas músculo-esqueléticos e as dores de coluna. Muitas horas sentado, ecrãs, falta de actividade física, excesso de peso, stress e falta de ergonomia estão entre os principais factores.
E o problema começa cada vez mais cedo. Num estudo que liderou no âmbito de um projecto de obesidade infantil em Guimarães, em colaboração com investigadores da Universidade do Porto, foi identificada uma prevalência de excesso de peso e obesidade de 43% entre crianças do 1.º ciclo, sendo que metade não praticava regularmente qualquer modalidade desportiva.
Para o fisiatra, não existe uma postura perfeita que deva ser mantida durante horas. “A melhor postura é a próxima postura”, costuma dizer. A coluna foi feita para se movimentar e, por isso, a prevenção passa por interromper períodos prolongados sentado, praticar exercício e manter uma vida activa.
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Publicado em: 07/10/2026