Samu abordou o moomento do Vitória, sobretudo o arranque negativo na Liga. O médio esteve à conversa com os jornalistas em Chaves, no âmbito da iniciativa Conquistadores on Tour.
Que importância tem esta iniciativa para si e para o clube?: “Eu acho que é uma iniciativa muito positiva e muito importante. Já vamos na décima edição e isto serve para levar o nome do Vitória ainda mais além da cidade e a vários pontos de Portugal. Acho que é uma iniciativa bastante positiva e que eu vejo com muitos bons olhos.”
As perguntas destes alunos, com curiosidade sobre a vossa carreira, jogadores com os quais já jogaram, surpreenderam-os, foram perguntas que estavam à espera?: “A recepção foi muito boa, foi espetacular. Eu gosto muito desta dinâmica, porque também já fui criança, já tive sonhos, já tive perguntas e acho que é uma interação muito interessante. Já estou um pouco habituado, mas é sempre muito interessante e gosto muito deste tipo de situações.”
E qual foi a pergunta mais difícil desta plateia?: “Eu acho que às vezes são aquelas de o que é que se sente quando se joga um dérbi, se a vida de futebolista é difícil. Eu acho que às vezes as crianças não têm tanta a noção de como realmente é e acho que por aí pode ser a explicação um bocadinho mais difícil para eles entenderem.”
Tem algum significado especial ter esta iniciativa numa localidade onde o bairrismo também se sente?: “O Vitória é muito respeitado em Chaves e acho que pode ter muito a ver com essas semelhanças. Acho que isso é muito positivo para o futebol português, ver duas cidades que vivem no clube da sua terra. Ainda torna esta iniciativa mais importante.”
O Vitória não teve um arranque muito bom, o que é que se espera no imediato?: “No imediato esperam-se respostas aos resultados menos positivos, porque obviamente nós estamos frustrados com este arranque. Não temos os pontos que desejaríamos, obviamente, e tudo vamos fazer e tudo fazemos diariamente para alterar isso. A resposta que se espera imediatamente é dar esse tipo de resposta, é começar a ganhar pontos porque assim é que conseguimos os objetivos e os objetivos do Vitória passam sempre por lugares cimeiros. O ADN do Vitória é esse e é por isso que vamos lutar todos os jogos.”
A equipa cria muito mas não está com a pontaria desejada, como é que o plantel reage com essa frustração?: “Tentamos que a frustração não dure mais que um ou dois dias, porque sabemos que o pensamento negativo, a frustração se for levada durante muito tempo vai trazer mais coisas negativas do que positivas. Aquilo que tentamos transmitir principalmente uns aos outros é isso, é manter a confiança naquilo que estamos a fazer porque sabemos que há coisas que estão a ser bem feitas, manter esse caminho, às vezes acaba a ser um bocadinho difícil por causa dos resultados, mas nós temos que ter essa cabeça fria e pensar no jogo a seguir para acertar e conquistar pontos.”
Como capitão, ainda é mais importante passar essa mensagem ao resto do grupo, ainda para mais num grupo tão jovem?: “Sim, é um bocadinho a minha função e é isso que eu também tento transmitir. Ao longo da minha carreira fui moldando a minha mente, os meus pensamentos e acho que isso tem um poder importante no tipo de resposta que conseguimos dar no imediato e acho que é por aí o caminho.”
Esta pausa será importante?: “Sim, às vezes as pausas podem ser importantes para a tal frustração, mas às vezes também não porque queremos dar uma resposta muito rápida para conquistar pontos, mas acho que pode ser positiva para limarmos algumas coisas e começar a conquistar pontos.”
Publicado em: 24/09/2026