Guimarães recebeu esta segunda-feira mais uma etapa do «Roteiro pela Inovação», iniciativa promovida pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR NORTE) para dar a conhecer projectos, empresas e instituições que contribuem para o desenvolvimento económico, científico, tecnológico e ambiental da região. A visita percorreu a Universidade do Minho, o Laboratório da Paisagem e as antigas fábricas do Alto e do Arquinho.
No final do roteiro, realizado na Fábrica do Arquinho, o presidente da CCDR NORTE, Álvaro Santos, fez um balanço positivo da passagem por Guimarães e destacou a dimensão do investimento apoiado pelo atual quadro comunitário.
“Este roteiro de inovação aqui em Guimarães revelou-se particularmente frutuoso e muito interessante”, afirmou, acrescentando que o NORTE 2030 apoia actualmente 90 projetos no concelho, metade de natureza pública e metade privada.
Segundo Álvaro Santos, os projectos representam cerca de 113 milhões de euros de investimento total, correspondendo a aproximadamente 61 milhões de euros de fundos comunitários.
O responsável da CCDR NORTE destacou a diversidade dos investimentos, abrangendo áreas como a regeneração urbana, sustentabilidade, conhecimento e inovação. Sublinhou ainda o papel do Laboratório da Paisagem e da Universidade do Minho, onde a comitiva conheceu projetos já concluídos e outros ainda em execução.
Para Álvaro Santos, um dos principais desafios passa agora por aproximar o conhecimento produzido pelas universidades e centros de investigação das empresas.
“Estamos perfeitamente alinhados com o município para conseguirmos alcançar um desafio que é muito importante para nós, para a região, e creio que também para o município: fortalecer a ligação entre o nosso ecossistema de inovação e a economia real”, afirmou.
O presidente da CCDR NORTE considera que esta ligação é essencial para aumentar o valor acrescentado dos produtos desenvolvidos na região, reforçar a capacidade exportadora e, consequentemente, contribuir para uma melhoria dos rendimentos da população.
“Temos que reforçar este elo entre o conhecimento e a economia real”, defendeu, considerando que Guimarães apresenta um “excelente modelo” na articulação entre investimento público e privado.
Álvaro Santos foi mais longe e classificou Guimarães como “um bom aluno” na aplicação dos fundos comunitários, considerando que o município pode constituir um exemplo para outros territórios da Região Norte.
“Uma cidade e um município que sabe aplicar muito bem os seus fundos comunitários. Isto também é um exemplo para outras cidades e outros municípios da nossa região Norte”, afirmou.
O presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, afirmou que o município está alinhado com a estratégia regional apresentada pela CCDR NORTE e garantiu que a autarquia já está a preparar a estratégia para os próximos anos.
“Nós sabemos bem aquilo que queremos”, afirmou, recordando que o município apresentou recentemente a sua estratégia para o desenvolvimento económico e para a inovação. “Quero que Guimarães seja berço da nação, mas seja também berço da inovação”, declarou.
Ricardo Araújo destacou ainda o trabalho desenvolvido pelos serviços municipais para cumprir os objetivos associados aos investimentos comunitários, nomeadamente no âmbito do PRR e do PT 2030.
“Fizemos um esforço muito grande com os nossos serviços municipais para conseguirmos cumprir com algumas das metas, ou com grande parte das metas que tínhamos”, afirmou.
Publicado em: 21/09/2026