Esta quarta-feira realiza-se a 7.ª edição do Círculo de Poesia. A sessão de hoje é subordinada ao tema «A Cidade e a Memória», tendo como convidada a autora vimaranense Teresa Macedo.
Nascida em 1962, na freguesia de Gominhães, Teresa Macedo viveu e trabalhou fora, mas Guimarães permaneceu sempre como uma presença íntima.
O seu percurso pessoal e profissional é uma história de persistência e de aprendizagem ao longo da vida. Concluiu o Magistério Primário e iniciou a actividade docente em 1985. Dez anos mais tarde, decidiu prosseguir os estudos e ingressou na Universidade do Minho para fazer a licenciatura. Depois vieram o mestrado e, posteriormente, o doutoramento em Ciências da Educação, no ramo da Literatura para a Infância e Juventude.
Ao longo de mais de quatro décadas de trabalho, ensinou no primeiro ciclo, acompanhou professores e educadores de infância em formação contínua, leccionou Didática do Português no ensino superior e participou anteriormente em programas de alfabetização de adultos. É coautora de «Ler para Entender», obra dedicada à mediação da leitura.
Na poesia, Teresa Macedo escreve de forma íntima e visceral. A poesia, como ela própria a descreve, nasce “timidamente, mas apressada”, à sombra, “nos interstícios das horas agitadas”, crescendo de repente como um cogumelo que se agiganta da terra. Foi essa voz que encontrou em «Musgos», até ao momento o seu único livro de poesia publicado. Depois de uma escrita que a própria autora reconhece como reveladora e até intimidante, prepara agora «Lampadário», obra que se encontra no prelo e para a qual recebeu um convite para participar nos Encuentros de Poetas Iberoamericanos, em Salamanca. «Torcatus», também no prelo, é um livro-memorial dedicado à construção da Basílica de São Torcato. Em «Baquet – A Vala Comum», desenvolve uma investigação bio historiográfica que parte do incêndio do Teatro Baquet, ocorrido no Porto em 1888, para reconstruir uma história de vidas, perdas e memória colectiva.
Em Guimarães, «Tesouros Clandestinos», regressa ao território vimaranense para recuperar episódios que permaneceram ocultos ou esquecidos, entre eles a história do roubo do tesouro da Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira e as manifestações e conspirações vividas nas aldeias durante o período que antecedeu e acompanhou o 25 de Abril.
A sessão realiza-se na sede do CAR, a partir das 21h30.
Publicado em: 16/09/2026