A Juventude Socialista de Guimarães reagiu à recepção do embaixador de Israel pelo Presidente da Câmara. Em comunicado, a JS considera que “nenhuma relação institucional pode ser apresentada como se estivesse desligada da realidade política e humanitária que vivemos”.
Num momento em que assistimos ao genocídio em curso na Faixa de Gaza, à destruição de um território, à morte e deslocação de milhares de civis e a gravíssimas violações do Direito Internacional
Humanitário, a JS sublinha que os representantes institucionais de Guimarães “têm uma responsabilidade acrescida na forma como conduzem e comunicam encontros desta natureza”.
Sublinhando que Guimarães é uma cidade “profundamente ligada aos valores da liberdade, da democracia, da dignidade humana e da paz”, a JS questiona a “normalização de relações de cooperação económica, tecnológica e institucional sem uma palavra sobre o genocídio em Gaza, sobre o sofrimento do povo palestiniano e sobre a necessidade de respeito pelo Direito Internacional”.
Para a JS, “nenhuma oportunidade económica, nenhum investimento e nenhuma perspectiva de cooperação pode ser colocada acima da vida humana e dos direitos humanos”.
“O desenvolvimento económico não pode servir de argumento para o silêncio perante a dimensão da tragédia a que assistimos. A defesa dos direitos humanos não pode depender da geografia, da conveniência política ou das oportunidades económicas. Não podemos exigir o cumprimento do Direito Internacional apenas quando nos é politicamente conveniente”, conclui o comunicado.
Publicado em: 14/09/2026