Mais uma vez, a “Citânia Viva” proporcionou uma experiência inesquecível de relação com o património, conjugando história, música e teatro com as características naturais que envolvem a ruína da Citânia de Briteiros.
No passado sábado à tarde, um programa intenso de actividades ofereceu aos participantes uma compreensão mais próxima da herança cultural presente naquela zona do Concelho, onde os trabalhos arqueológicos de Francisco Martins Sarmento (1833-1899) no final do século XIX permitiram a descoberta de uma das mais importantes comunidades castrejas do Noroeste Peninsular.
Organizada pela Casa do Povo de Briteiros, com o apoio da Sociedade Martins Sarmento, do Município de Guimarães e da União de Freguesias de Briteiros São Salvador e Santa Leocádia, a iniciativa contou com a participação de várias entidades, proporcionando momentos inesquecíveis às mais de duas centenas de visitantes.
Com início no Museu de Cultura Castreja, uma caminhada permitiu subir a encosta da Citânia, percorrendo-se o trilho que outrora fora frequentemente calcorreado por Martins Sarmento, proporcionando momentos de contemplação e admiração das diferentes panorâmicas.
Dentro do sítio arqueológico, uma sessão de ioga recebeu os participantes, seguindo-se uma visita multifacetada intitulada “Uma Viagem pela Citânia”, com um percurso interpretativo com informações sobre arqueologia e a biodiversidade orientado pelo arqueólogo Gonçalo Cruz, da Sociedade Martins Sarmento, e Ana Pinheira, do Laboratório da Paisagem, contando com recriações históricas protagonizadas pelos actores do grupo de teatro Citânia – Associação Juvenil.
A representação ao ar livre de “Antígona”, de Sófocles, pelo grupo de teatro Prof e Trolls, a actuação grupo On Beat Fam e do grupo musical Allcateia preencheram o evento que terminou com um lanche de confraternização para todos os visitantes.
Publicado em: 14/09/2026