O Município de Guimarães apresentou esta sexta-feira a proposta de Revisão do Plano Diretor Municipal (PDM), que prevê um aumento de 1.148 hectares de solo urbano, correspondente a um crescimento de 18,55% face ao PDM actualmente em vigor.
Na apresentação, o presidente da Câmara Municipal, Ricardo Araújo, destacou que a revisão assenta em três prioridades: habitação, desenvolvimento económico e mobilidade.
O aumento do solo urbano é um dos principais números da proposta. A nova versão do PDM prevê mais 1.148 hectares, mais do que duplicando os cerca de 566 hectares de acréscimo previstos na proposta anteriormente colocada em discussão pública.
“O acréscimo de solo urbano mais do que duplicou”, sublinhou Ricardo Araújo.
A revisão prevê também alterações nos parâmetros urbanísticos, aumentando a capacidade de construção em diferentes áreas do concelho. Nos aglomerados rurais, por exemplo, um terreno com mil metros quadrados poderá passar de uma capacidade construtiva de 200 para 600 metros quadrados.
A habitação é um dos principais eixos da proposta. Ricardo Araújo reconheceu que o PDM não resolve sozinho os problemas do mercado habitacional, mas defendeu que pode criar condições para aumentar a oferta.
“O PDM não resolve sozinho o problema da habitação. Mas contribui. Orienta. Planeia”, afirmou.
No domínio económico, a área destinada a actividades económicas passa de 896,25 para 1.057,69 hectares, representando um aumento de cerca de 161 hectares. Das 31 Unidades Operativas de Planeamento e Gestão previstas, 13 são destinadas a actividades económicas e 15 têm vocação habitacional.
A mobilidade constitui o terceiro grande eixo da revisão, com a introdução de cerca de cinco novas ligações rodoviárias. Entre elas estão a ligação entre o topo da Avenida D. João IV e a Costa (Academia de Ginástica), uma ligação através de túnel até Urgezes, uma nova via entre Nespereira e Silvares, a ligação Mesão Frio-Fermentões e uma nova via a norte das Taipas, associada à pretensão de criação de um novo nó na A11.
Outro dos números destacados pelo presidente da Câmara diz respeito à participação pública. Cerca de 46% das pretensões receberam uma resposta favorável ou parcialmente favorável, comparativamente aos 14% registados no relatório anteriormente aprovado.
“Passamos de pouco mais de 10% para 46%, quase 50%, de acolhimento total ou parcial”, destacou Ricardo Araújo.
A proposta de Revisão do Plano Diretor Municipal seguirá agora para apreciação em reunião de Câmara, devendo posteriormente ser submetida à Assembleia Municipal.
Publicado em: 11/09/2026