Há cerca de quatro décadas que Eduardo Viana está ligado à arbitragem no xadrez. Árbitro Internacional desde 2017, formador e membro do Conselho Nacional de Arbitragem da Federação Portuguesa de Xadrez, conhece como poucos a responsabilidade de garantir que, num jogo onde tudo acontece em silêncio, a verdade desportiva prevaleça.
A ligação de Eduardo Viana à arbitragem surgiu de forma quase natural, no início dos anos 80, quando a Federação Portuguesa de Xadrez promoveu em Guimarães um curso de árbitros. O curso era orientado por Carlos Oliveira Dias, que Eduardo considera o ‘patriarca’ da arbitragem nacional de xadrez. Desde então, foram cerca de 40 anos dedicados a uma modalidade que continua a despertar-lhe uma “desmesurada paixão”, apesar de admitir, com humor, ser um jogador “medíocre”.
Hoje, a arbitragem ocupa um lugar central no seu percurso. É Árbitro Internacional, membro do Conselho Nacional de Arbitragem da Federação Portuguesa de Xadrez e formador de árbitros nacionais. Já esteve em competições de grande dimensão em Portugal e no estrangeiro, assumindo que, independentemente da importância da prova, a responsabilidade é sempre a mesma: garantir a verdade desportiva.
E se para quem observa uma partida o árbitro parece quase invisível, essa é precisamente uma das particularidades da função. Não há apitos nem cartões. Há, antes, uma presença discreta, que se movimenta “com pezinhos de lã” para não perturbar a concentração dos jogadores. Por detrás dessa aparente simplicidade existe, contudo, uma preparação exigente: as Leis do Xadrez têm 25 páginas e a formação de um árbitro nacional inclui 20 horas de formação e um exame de três horas.
Entrevista completa na BIGGERmagazine de Setembro!
Publicado em: 31/08/2026