A nova criação do Teatro Oficina é escrita a quatro mãos e seis olhos. Com a concepção, dramaturgia e encenação a cargo de Bruno dos Reis e Gaya de Medeiros, olhar externo de José Nunes e em coprodução com o Teatro Municipal de Matosinhos Constantino Nery, a peça «Seta cegonha» integra a trilogia iniciada com «Tudo em Avignon e eu aqui», embora não deva ser entendido como um objecto narrativo sequencial, mas antes um prolongamento de uma investigação sobre os limites e as possibilidades do teatro. As sessões de apresentação desta peça em movimento estendem-se até 29 de Setembro, sempre com início às 22h00.
Se durante o primeiro espectáculo da trilogia foi questionado o poder que ainda restava ao equipamento teatral, cada vez mais espartilhado por regras, modos de ver e de fazer, no segundo parte-se definitivamente para fora dele. A cena abandona as suas paredes. A estrada torna-se palco. O automóvel transforma-se em plateia. E a travessia afirma-se como um lugar de encontro entre duas ficções.
Com interpretação de Nuno Preto, Francisca Sobrinho e Ricardo Pinho, o espectáculo «Seta cegonha» (estreado no passado dia 27 de Julho, tendo feito uma primeira semana de carreira) são duas viagens de automóvel, uma que começa em Guimarães e outra que começa em Matosinhos. Aos espectadores, ser-lhes-á proposta uma viagem real, acompanhados por duas ficções muito distintas – uma aproximada ao que vamos apelidando de estética do real, e outra já completamente fora desse campo.
Devido à lotação muito reduzida (dois espectadores por sessão), as sessões de apresentação desta peça em movimento estendem-se até 29 de setembro, com apresentações diárias intervaladas, e sempre com início às 22h00.
Publicado em: 25/08/2026