Ao som de grandes compositores mundiais, a professora Emília Pinto transformou a sala de aula num espaço onde aprender também é sinónimo de tranquilidade.
Setembro é, para milhares de crianças e jovens, sinónimo de novos cadernos, mochilas às costas e reencontros com colegas e professores. Este ano, porém, o regresso às aulas acontece envolto numa realidade pouco habitual. Os atrasos provocados pelos constrangimentos na correcção dos exames nacionais vão adiar o arranque do novo ano lectivo para muitos alunos, prolongando a ansiedade de famílias que continuam sem saber quando poderão, finalmente, iniciar uma nova etapa.
Para Emília Pinto, professora do 1.º Ciclo e natural de Guimarães, a polémica podia ter sido evitada. Na sua opinião, faltou preparar uma fase experimental antes da implementação das novas metodologias de correcção e, sobretudo, um plano alternativo para responder aos imprevistos. “Foi um processo demasiado ambicioso e sem plano B”, considerou, defendendo que mudanças desta dimensão exigem tempo, preparação e capacidade de adaptação.
Mas a docente vai mais longe. Considera que, em Portugal, continua a ser atribuída uma importância excessiva aos exames nacionais, lembrando que um único momento de avaliação nunca consegue traduzir verdadeiramente o percurso de um aluno. Defende um modelo de avaliação mais distribuído ao longo do ano lectivo, através de provas realizadas por etapas, reduzindo a pressão e permitindo uma avaliação mais justa e equilibrada. “Não podemos decidir o futuro de um jovem apenas com base num exame”, sustentou.
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Publicado em: 25/08/2026