Mais de mil pés de videiras foram cortados, com recurso alegadamente a um motoserra, ficando quase totalmente destruída uma vinha localizada na Rua da Cheira, na vila de Ponte.
O caso foi detectado na passada quarta-feira, de manhã, pelo proprietário que ao confrontar-se com o cenário desolador sofreu uma indisposição e teve de receber assistência hospitalar.
Os militares da GNR foram chamados a registar o crime de dano contra desconhecidos, não se sabendo se terá sido praticado por uma ou mais pessoas que entraram abusivamente naquele terreno privado que se encontra vedado. O processo de inquérito já foi encaminhado para o Ministério Público.
Em declarações prestadas ao Grupo Santiago, o advogado dos proprietários da vinha precisou que foram cortados 1300 pés de videiras que tinham sido plantadas há cerca de uma dezena de anos e que estavam já com as uvas, das castas loureiro e alvarinho, em plena maturação para serem colhidas no final de setembro.
Para Carlos Caneja Amorim, esta-se perante uma situação que “indicia e sinaliza que isto não foi um acto de vandalismo, foi um acto de satanismo puro e duro, de pura maldade”. “Quem aqui veio, veio destruir uma vinha que era cultivada com amor por pessoas com mais de 70 anos”, lamentou o causídico que está a acompanhar o processo.
Até ao momento não foi possível precisar a dimensão dos prejuízos financeiros causados porque os pés das videiras foram cortados, estando já os cachos de uvas a secar, perdendo-se toda a produção prevista para este ano. Em 2025, a vinha produziu 30 pipas de vinho verde branco.
Publicado em: 14/08/2026