O presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, visitou esta terça-feira as obras das Residências Universitárias do Avepark, em Barco, e assegurou que a empreitada se encontra “na sua fase de conclusão”, depois de um processo marcado por dificuldades de natureza jurídica e administrativa.
O Autarca destacou o esforço dos serviços municipais e das empresas envolvidas na execução da obra, sublinhando a necessidade de garantir o cumprimento dos prazos associados ao financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
“Esta obra, quando entrei como presidente de Câmara, estava parada, estava suspensa, do ponto de vista da sua execução e também com um contexto jurídico-administrativo altamente complexo”, recordou Ricardo Araújo.
Segundo o Presidente da Câmara, a prioridade passou por ultrapassar os constrangimentos existentes e garantir que o investimento pudesse avançar. “Os problemas nós podemos explicá-los, depois cabe assumir as responsabilidades e resolver. Foi isso que o meu executivo esteve a fazer”, acrescentou.
A intervenção representa um investimento global de cerca de 18 milhões de euros, dos quais aproximadamente oito milhões são actualmente assegurados através do PRR. O restante é suportado pelo orçamento municipal.
Ricardo Araújo reconheceu que, quando assumiu funções, existia um risco elevado de perda do financiamento comunitário, precisamente devido à paralisação da obra e à complexidade do processo. Contudo, após a resolução dos problemas, o Autarca diz estar confiante de que Guimarães conseguirá manter os oito milhões de euros atribuídos.
“Ao dia de hoje, depois de resolvidos e ultrapassados esses problemas, e com o avançar da execução da obra, estou muito confiante de que vamos cumprir com aquilo que são os nossos compromissos no âmbito do PRR e, portanto, não perderemos o financiamento”, afirmou.
Apesar de considerar que a conclusão da obra está próxima, Ricardo Araújo deixou claro que o final de agosto continua a ser uma data determinante no âmbito dos compromissos assumidos com o PRR.
“Naturalmente, que se não cumpríssemos com os prazos que estão estabelecidos, corríamos o risco de perder o financiamento”, reconheceu, lembrando que o risco de incumprimento relativamente a vários investimentos financiados pelo PRR tem sido uma das principais preocupações desde o início do mandato.
No caso específico das Residências Universitárias do Avepark, o objectivo imediato passa por atingir “90% de execução da obra até ao final de Agosto”.
“O foco mesmo é concluir a obra e particularmente chegarmos até ao final do mês de Agosto com 90% da execução desta obra assegurada, que é aquilo que é o nosso compromisso neste momento com o PRR”, explicou.
O presidente da Câmara admitiu que o processo tem sido exigente e que obrigou o município a desenvolver negociações com o Governo e os organismos financiadores. No conjunto dos investimentos municipais apoiados pelo PRR, foram também tomadas decisões para desistir do financiamento de algumas obras e realocar essas verbas para outros projetos, procurando evitar a perda de financiamento destinado a Guimarães.
Publicado em: 11/08/2026