O avançado Diogo Pereira explica os motivos que o levaram a aceitar o convite para jogar no Brito. Depois da experiência no Beira-Mar, Diogo Pereira espera recupera a felicidade no Brito.
O que o motivou a aceitar este convite do Brito?: “Antes de mais, é uma equipa que eu acompanho, porque já jogo no Campeonato de Portugal há algum tempo e sou conhecedor da realidade do que se passa no Campeonato de Portugal. Eu vou sempre acompanhando um pouco do campeonato, apesar do ano passado ter estado na Série B. O Brito é uma equipa que tem tido bons projectos nos últimos anos, pratica bom futebol. E, acima de tudo, tenho alguns amigos que já passaram pelo Brito e alguns que fazem parte do plantel neste momento que sempre me falaram bem sobre a experiência deles, falavam de uma forma incrível. Não tinham nenhuma razão de queixa, estavam extremamente contentes com o que sucedia lá, a maneira como o Brito trabalhava, com as pessoas que fazem parte do Brito, também os adeptos. E, neste momento da minha vida, também era algo que eu queria. Estar num clube que me trouxesse boas sensações, que fosse um clube positivo, que também me permitisse estar perto de casa neste momento, e um clube que tivesse um bom projecto. E foi, acima de tudo isso, que me fez vir para o Brito neste momento.”
O facto do clube ter ficado no terceiro lugar, às portas da fase final, e, nesta época, de alguma forma, projectar-se para um desafio igual, de estar na luta pelos primeiros lugares, também foi importante para a decisão final?: “Sim, claro. Dentro daquilo que são as propostas, tentamos sempre procurar aquelas equipas que tenham a melhor proposta possível e que tentem andar nos lugares cimeiros. O Brito, tendo em conta as últimas campanhas e, principalmente, a última, em que esteve muito perto da fase de subida, é algo que pesa muito. Sei que é um campeonato complicado, que muitas coisas podem mudar, mas, por aquilo que o Brito tem feito e por aquilo que apresentou, principalmente no último ano, com uma ideia de jogo extremamente positiva é algo que, de certa forma, também pesou na minha vinda para aqui. Também gosto de estar naquelas equipas que têm um estilo de jogo positivo e que lutam sempre pelos lugares primeiros.”
No ano passado jogou na Série B, agora volta à Série A, que será diferente porque não estão as equipas da Madeira. O que é que isso tornará diferente o campeonato?: “Eu acho que pelo facto de saírem as equipas da Madeira já fica um campeonato por si só diferente. Estas viagens para a Madeira, são sempre três jogos atípicos quando temos que jogar fora, porque nós sabemos que neste contexto a realidade é um pouco diferente, muitas das vezes viajamos no dia anterior e o descanso não é tão grande, são sempre deslocações que acarretam alguma dificuldade extra. Tudo bem que as equipas que entram agora na Série A também não são equipas fáceis, temos deslocações longas, mas o Campeonato de Portugal pauta-se sempre por ser um campeonato independentemente das equipas, equilibrado, onde todos os jogos contam, principalmente os jogos em casa, onde é muito importante não perder pontos. É um campeonato que é sempre extremamente equilibrado, que vai ser jogo a jogo, batalha a batalha e no fim fazem-se as contas.”
Um campeonato que necessariamente será distinto dos últimos pelas mudanças projetadas pela Federação. São mudanças que de alguma forma vêm trazer alguma justiça ao Campeonato de Portugal?: “Sim, o Campeonato de Portugal, na minha opinião, tinha dois grandes defeitos que com este novo modelo poderão ser atenuados. O primeiro deles era um campeonato extremamente curto, e depois desciam muitas equipas, ou seja, tornava-se muito difícil para algumas equipas que acabavam de subir ao Campeonato de Portugal criar aqui algum género de sustentabilidade ao longo dos anos. E penso que este novo modelo vai trazer não só mais justiça àquilo que é o campeonato e ao mérito desportivo, como também vai permitir que equipas não tão grandes dentro do Campeonato de Portugal possam criar algum tipo de sustentabilidade e ir crescendo dentro do mesmo.”
Do ponto de vista pessoal, o que é que espera desta temporada depois da experiência no Beira-Mar?: “A experiência que eu tive o ano passado foi uma experiência muito má por tudo o que se passou, não quero entrar em pormenores. Foi a primeira vez que fui obrigado a ter que ir para fora de casa com o intuito de jogar e as coisas não correram bem. Este ano, eu sou sincero, tive algumas propostas de alguns clubes de longe e que também me obrigavam a estar fora de casa, mas pelo projecto, pela oportunidade de estar em casa, eu optei por aquilo que seria o Brito. E o que eu espero neste ano é estar disponível para ajudar o Brito em todas as ocasiões, que as coisas corram bem à equipa, porque correndo bem à equipa, é certo que também me vão correr bem a mim, porque o colectivo estando forte, o individual também se sobressai. Acima de tudo, quero ter um ano sem lesões para estar disponível para ajudar a equipa do Brito a 100%.”
Publicado em: 16/07/2026