O treinador do Brito, Nelson Almeida, aborda as metas traçados para a nova época no Campeonato de Portugal sem rodeios. O jovem treinador quer colocar o clube na luta pela subida.
Que desafio é este de iniciar a temporada ao leme da equipa técnica do Brito, depois de ter assumido novas funções no decorrer da época passada?: “É uma experiência nova. É a primeira vez que assumo um compromisso destes desde o início da época. Acabamos por fazer um plantel nivelado, com muita juventude, que é isso que valoriza o Brito este ano. Vamos em busca de um resultado melhor que o ano passado. Sabemos que a meta está difícil, os clubes estão a reforçar-se muito bem, mas vamos da parte fora da pista para alcançar os dois primeiros lugares.”
Fazer melhor do que o ano passado é ficar nos dois primeiros lugares e ter acesso direto à subida de divisão. É uma meta ambiciosa que se assume logo à partida?: “Sim, claro que sim. Sabemos que é difícil, sabemos que é um campeonato muito competitivo. Quem não sonha, não alcança. Nós, neste momento, estamos aqui para sonhar. Se não pensarmos assim, estamos mais perto do insucesso, por isso nós temos de pensar alto. Sabemos das responsabilidades que isso acarreta para nós, mas com a mentalidade que estes jogadores têm, acredito que a longo prazo possa ser um objetivo a alcançar.”
É uma época de transição, mesmo no campeonato de Portugal. Isso trará mais dificuldades?: “É uma competição que já devia ter sido reestruturada há cinco ou seis anos, isto vem com cinco ou seis anos de atraso. Não faz sentido em 14 equipas descerem cinco, um terço das equipas descerem. Não tem sentido nenhum o campeonato começar em Agosto e acabar em Abril. Ainda bem que chegaram as mudanças. Vai premiar quem for mais regular e acabar em primeiro ou segundo lugar. Isso sim faz sentido, porque vimos o Robordosa que acaba por fazer uma época estrondosa o ano passado na Série B e em quatro jogos deitou tudo a perder.”
Que plantel é este que já foi construído? E o que é que falta para ficar mais forte?: “Faltam algumas peças, o plantel não está fechado. Estamos à espera de três ou quatro reforços para acrescentar. Claro que têm que ser casos pontuais, tem que ser jogadores para acrescentar e é nisso que estamos a trabalhar junto com a Direção e com os investidores da SAD.”
Que cenário é este de estar agora sob a alçada da SAD?: “No início é tudo bonito. É como um casamento, estamos no mar de rosas, estamos na lua de mel. Agora vamos ver os próximos passos, mas acredito que vai funcionar bem. O José Dias anda no futebol há muitos anos. O Cristian, que é o investidor, também foi um jogador profissional de grande envergadura, de grandes clubes, principalmente na Argentina, por isso sabe do contexto que é o futebol, por isso acredito que seja um casamento para durar.”
Publicado em: 03/07/2026